Banco do Brasil (BBAS3) pede para não participar de audiência sobre o BRB; entenda

O BB negou ser o representante do consórcio de bancos que dar fiança ao empréstimo bilionário que deve servir de socorro ao BRB.

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Publicado em 07/08/2026 às 12:00h Publicado em 07/08/2026 às 12:00h por Marina Barbosa
Audiência foi convocada pelo STF e será realizada no mesmo dia da apresentação dos resultados do BB (Imagem: Shutterstock)
Audiência foi convocada pelo STF e será realizada no mesmo dia da apresentação dos resultados do BB (Imagem: Shutterstock)
O Banco do Brasil (BBAS3) pediu para não participar da audiência que tentará destravar o socorro financeiro ao BRB (BSLI4), de forma a recompor a liquidez do Banco de Brasília após a crise do Banco Master.
🏦 O BB foi convocado para a audiência pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, no posto de instituição representante do consórcio de bancos que devem ser fiadores do empréstimo que o governo do Distrito Federal tenta obter junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para capitalizar o BRB. Porém, recuou esse título.
Em uma petição enviada a Fux, o BB diz que "jamais houve a constituição de consórcio de bancos e tampouco o Banco do Brasil se colocou como representante das demais instituições financeiras ou responsável por eventual operação". Além disso, lembrou que "não detém mandato de nenhuma instituição financeira para assumir qualquer obrigação".
O Banco do Brasil afirmou ainda que os outros bancos desse consórcio também deveriam ser intimados para a audiência, caso a sua participação fosse mantida. O BB ainda pediu para ser representado pelo diretor jurídico Alexandre Bochetti Nunes e não pela presidente Tarciana Medeiros neste caso.
O STF convocou a audiência sobre o BRB para a próxima quarta-feira (13 de agosto), no mesmo dia em que o Banco do Brasil pretende realizar a call de apresentação dos resultados do segundo trimestre. O BB disse, então, que a sua presidente estaria impossibilitada de comparecer à audiência, em razão da sua "imprescindível participação" na apresentação do balanço.

Audiência de conciliação

⚖️ O ministro Luiz Fux convocou uma audiência de conciliação para discutir o socorro financeiro ao BRB depois que o governo do Distrito Federal reclamou de "inércia" da União e do FGC no cumprimento do acordo que visa capitalizar o banco.
O acordo, homologado pelo STF em maio, prevê a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões pelo governo do Distrito Federal junto ao FGC, com fiança de um sindicato de bancos e contragarantias vinculadas a repasses que a administração distrital tem direito a receber da União. 
Em ofício enviado a Fux recentemente, o governo do Distrito Federal disse que ainda não havia recebido resposta do FGC e que a União também não havia cumprido as disposições contratuais acertadas junto ao STF. 
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu a acusação, dizendo que a União tem contribuído com o acordo e que as informações pendentes para a formalização do trato deveriam ser prestadas pelo Distrito Federal.

BRB no aguardo

💲 Enquanto isso, o BRB aguarda a concessão do empréstimo para tentar cobrir o rombo deixado pelas transações indevidas realizadas junto ao Banco Master. Só depois disso é que o banco deve divulgar o balanço de 2025.
O BRB ainda tenta transferir até R$ 15 bilhões em ativos recebidos do Master, para fortalecer a estrutura de capital e a liquidez.
Além disso, pediu autorização dos acionistas para processar os ex-administradores responsáveis pelos prejuízos ligados ao envolvimento com o Master e a Reag Investimentos. O assunto será discutido em uma assembleia convocada para o próximo dia 24 de agosto.