🧾 Ao todo, 13 candidaturas foram apresentadas durante o período das convenções partidárias -volume que só foi visto em outra ocasião desde a redemocratização brasileira: a eleição de 2018, vencida por Jair Bolsonaro (PL).
Dos 13 candidatos, apenas Wilson Grassi (DEM) ainda não definiu o vice. Entre os demais, 11 escolheram vices do próprio partido. Por isso, esta será a eleição com a maior proporção de chapas puro-sangue desde a redemocratização.
A escolha dos vices
A única chapa que mobiliza candidatos de partidos diferentes é a de Lula, que vai disputar a reeleição mantendo Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
Flávio Bolsonaro, por exemplo, até tentou atrair uma mulher para a sua vice, mas acabou esbarrando na postura de neutralidade adotada pelos partidos das suas possíveis candidatas. Por isso, acabou tendo que recorrer à base do próprio partido e decidiu disputar a presidência ao lado de
Alfredo Gaspar (PL-AL), deputado que ficou conhecido pela relatoria da CPMI do INSS.
Romeu Zema (Novo) teve que usar a mesma estratégia. Ele escolheu o senador Eduardo Girão (Novo-CE) como vice, após não conseguir fechar uma aliança com Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que cogitou lançar-se candidato pelo DC (Democracia Cristã) neste ano.
Ronaldo Caiado (PSD) e
Renan Santos (Missão) também escolheram os vices dentro do próprio partido, seja para fortalecer a articulação política da campanha ou por entenderem que não era necessário procurar nomes fora da base.
"O PSD está preparado para dar à sociedade as respostas que ela precisa", disse o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, que será vice de Caiado.
"A gente sabia que seria chapa pura e buscava um perfil complementar ao meu: mais velho e militar", disse Renan Santos, ao anunciar o tenente-militar Aroldo Medina como vice.
A história se repete com os outros oito candidatos, que não aparecem tão bem posicionados nas pesquisas, mas confirmaram sua intenção de concorrer à presidência nas convenções partidárias.
Veja os 13 candidatos que vão disputar a Presidência em 2026.
- Lula (PT), com Geraldo Alckmin (PSB) de vice;
- Flávio Bolsonaro (PL), com Alfredo Gaspar (PL) de vice;
- Ronaldo Caiado (PSD), com Gilberto Kassab (PSD) de vice;
- Renan Santos (Missão), com Aroldo Medina (Missão) de vice;
- Romeu Zema (Novo), com Eduardo Girão (Novo) de vice;
- Augusto Cury (Avante), com Júlio Delgado (Avante) de vice;
- Leonardo Avalanche (PRTB), com Tenente Delma (PRTB) de vice;
- Hertz Dias (PSTU), com Vanessa Portugal (PSTU) de vice;
- Samara Martins (UP), com Raquel Brício (UP) de vice;
- Edmilson Costa (PCB), com Cleusa Santos (PCB) de vice;
- Clariana Brandão (DC), com Fabiana Torquato (DC) de vice;
- Rui Costa Pimenta (PCO), com Carlos Silva (PCO) de vice;
- Wilson Grassi (DEM), com vice a definir.
Os próximos passos
Concluídas as convenções partidárias que definiram os candidatos das eleições 2026, os partidos políticos precisam registrar formalmente essas candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
📅 O prazo de registro vai até 15 de agosto, mas só cinco partidos haviam concluído o processo até esta terça-feira (11): PT, Missão, PSTU, Novo e UP.
Logo depois desse período, a Justiça Eleitoral vai liberar o início da propaganda eleitoral geral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral será exibido no rádio e na televisão entre os dias 28 de agosto e 1º de outubro.
O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro. Já o segundo turno deve ser realizado em 25 de outubro.
Pesquisas eleitorais
Atualmente, as pesquisas de intenção de voto indicam que a eleição será decidida entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.
🗳️ De acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nessa segunda-feira (10), Lula tem 40% e Flávio tem 35% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto os demais candidatos apresentam no máximo 5 pontos.
Já no segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados tecnicamente, com 47% e 44% das intenções de voto, respectivamente.
A pesquisa ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.