FIIs disparam quase 10% após vitória de Flávio Bolsonaro; veja o setor queridinho

O mercado já precifica ambiente mais favorável ao ajuste fiscal e ciclo agressivo de cortes da Selic.

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Publicado em 05/10/2026 às 15:24h Publicado em 05/10/2026 às 15:24h por Lucas Simões
FIIs de shoppings saem na dianteira no rescaldo do 1º turno das Eleições 2026 (Imagem: Divulgação)
FIIs de shoppings saem na dianteira no rescaldo do 1º turno das Eleições 2026 (Imagem: Divulgação)
Os investidores de fundos imobiliários (FIIs) também colhiam fortes lucros nesta segunda-feira (5), de maneira semelhante à maioria das empresas listadas na B3 (B3SA3), diante da euforia do mercado com a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) à Presidência do Brasil durante o 1º turno das Eleições 2026.
Enquanto o IFIX (índice que replica o desempenho médio dos FIIs mais negociados) se apreciava +1,13% e alcançava os 3.814,50, as cotas de muitos FIIs registravam ganhos bem mais significativos, próximos de +10% no intraday.
Nesse contexto, as cotas do BB Premium Malls (BBIG11) lideravam o saldo positivo, com valorização de +8,95%, negociadas por R$ 5,72 cada. O fato coloca os FIIs de shoppings em evidência, à medida que o mercado já se antecipa na conjuntura de ambiente mais favorável ao ajuste fiscal e continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic.
Para os analistas do BTG Pactual, os FIIs de shoppings combinam fundamentos imobiliários ainda saudáveis (baixa vacância, inadimplência controlada e fluxo de visitantes resiliente) com uma exposição relevante ao ciclo econômico.
"Nas prateleiras das corretoras de valores, é possível comprar cotas de FIIs de shoppings com valor abaixo de sua média histórica e ainda apresentando dividend yields elevados, o que cria espaço para reprecificação em um cenário de queda dos juros", comentam os especialistas Matheus Oliveira e Caio Araújo, em relatório.
Os shopping centers combinam características defensivas do investimento imobiliário com exposição relevante ao ciclo econômico. São ativos com elevado fluxo de pessoas, alta ocupação e ampla diversificação de lojistas, o que reduz o impacto de inadimplências ou desocupações pontuais.
Fora que a vacância dos imóveis permanece em patamares historicamente baixos, após trajetória de queda nos últimos anos. Mesmo com alguma oscilação recente, a mediana segue próxima de 4% e 5%, indicando boa ocupação dos ativos e resiliência operacional do setor. 

FIIs que mais subiam após o 1º turno das Eleições 2026

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