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Ibovespa (IBOV) encerrou a semana com leve valorização de 0,19%, aos 174.041,95 pontos, sustentado pelo desempenho das blue chips em um período marcado por dois anúncios de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, escalada das tensões no Oriente Médio e o retorno do
petróleo Brent ao nível de US$ 100 o barril.
O
dólar à vista terminou a semana a R$ 5,08, com queda de 0,59% no acumulado do período.
Setores fundamentais para a balança comercial brasileira, como petróleo e gás, componentes aeronáuticos, celulose, carne bovina, café e suco de laranja, foram temporariamente poupados. Ao todo, cerca de 147 itens ficaram fora da nova sobretaxa de 12,5%.
Segundo cálculos da Global Trade Alert, o Brasil passou a ser o segundo país com a maior tarifa efetiva média entre todos os parceiros comerciais dos EUA, com alíquota de 17,7%, atrás apenas da China, cuja tarifa efetiva média alcança 27,2%.
Na tentativa de conter os impactos, o governo federal anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas, por meio do Programa Brasil Soberano. Do total, R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES.
Na avaliação de especialistas, os impactos do tarifaço na bolsa foram limitados, pois o movimento já estava precificado pelo mercado.
Brent avança 9,58% na semana e supera US$ 101 pela 1º vez desde maio
No Oriente Médio, os ataques entre EUA e Irã continuaram, em meio aos esforços do Paquistão, com apoio da China, para retomar as negociações de cessar-fogo entre Washington e Teerã. O petróleo Brent para setembro avançou 9,58% na semana, encerrando a última sessão a US$ 96,78 o barril, na ICE, em Londres.
Durante a semana, o barril chegou a superar US$ 101 pela primeira vez desde maio.
CSN Mineração e Vale lideram altas; WEG e Petrobras também se destacam
Segundo a coluna de Lauro Jardim, do Globo, a italiana Cementir surgiu como candidata à aquisição dos ativos da CSN Cimentos. O Safra estima o negócio de cimento em mais de R$ 10 bilhões, valor relevante diante dos cerca de R$ 22 bilhões em vencimentos concentrados entre 2026 e 2028.
Na avaliação do banco, uma eventual monetização parcial do ativo pode aliviar as preocupações de liquidez e melhorar as condições de refinanciamento da dívida.
O destaque da semana, porém, ficou com a
Vale (VALE3), que acumulou alta de mais de 3% após a
divulgação de sua prévia operacional do segundo trimestre de 2026, da eleição do novo presidente do conselho de administração e da destituição de Marcelo Gasparino da Silva do cargo de conselheiro, em decisão do colegiado por vazamento de informações confidenciais relativas à reunião de 19 de julho.
O relatório de produção confirmou a recuperação operacional no 2T26, com o minério de ferro atingindo seu melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2018.
Maiores altas da semana
- CMIN3 (CSN Mineração): +6,75%
- CSNA3 (CSN): +6,14%
- BRAV3 (Brava Energia): +5,47%
- WEGE3 (WEG): +5,41%
- PETR3 (Petrobras): +3,80%
- PETR4 (Petrobras): +3,20%
- VALE3 (Vale): +3,15%
- USIM5 (Usiminas): +3,04%
- RECV3 (PetroReconcavo): +2,92%
- UGPA3 (Ultrapar): +2,00%
Hapvida despenca 12,83% com juros pressionando
A ponta negativa da semana foi liderada pela
Hapvida (HAPV3), em realização dos ganhos da semana anterior. A abertura da curva de juros ao longo do período pressionou as empresas alavancadas, categoria que inclui a operadora de saúde.
Os investidores seguem atentos aos altos níveis de sinistralidade da companhia à espera do balanço do segundo trimestre, previsto para quarta-feira (29).
Maiores quedas da semana
- HAPV3 (Hapvida): -12,83%
- AZZA3 (Azzas 2154): -10,44%
- YDUQ3 (Yduqs): -9,64%
- ASAI3 (Assaí): -7,65%
- COGN3 (Cogna): -6,73%
- RDOR3 (Rede D'Or): -6,71%
- TOTS3 (Totvs): -5,89%
- ISAE4 (ISA Energia): -5,53%
- MGLU3 (Magazine Luiza ON): -5,49%
- BEEF3 (Minerva): -5,00%