O pagamento de
dividendos cresceu 10,1% no mundo no primeiro trimestre de 2026, atingindo US$ 424,5 bilhões. Isto é, mais de R$ 2,1 trilhões no câmbio atual.
💰 Os dados são da consultoria britânica Janus Handerson, que analisou os proventos das 1,5 mil maiores empresas de capital aberto do mundo no início deste ano.
De acordo com o levantamento, a Saudi Aramco liderou os pagamentos, com a distribuição de US$ 24,5 bilhões. Isto é, quase R$ 125 bilhões.
Porém, os dividendos cresceram de forma quase generalizada, em diversos setores econômicos e diferentes mercados, apesar de desafios como o aumento dos riscos geopolíticos, a preocupação com a inflação e a manutenção de juros elevados em boa parte do mundo.
"Em meio ao que parece ser um cenário macroeconômico cada vez mais incerto, a surpresa tem sido a força dos lucros em todo o mundo. E a força dos lucros quase sempre resulta em dividendos mais altos, exatamente o que estamos vendo agora", comentou a gestora da Janus Henderson, Jane Shoemake.
Bancos lideram e IA cresce
📈 De acordo com a Janus Handerson, o setor de materiais básicos foi impulsionado pela alta demanda por minerais críticos, como
cobre e lítio, que são insumos importantes para data centers, semicondutores e infraestrutura de
IA (Inteligência Artificial).
O movimento mostra, portanto, que a IA segue ganhando espaço nos mercados, inclusive no que diz respeito ao pagamento de dividendos -e não só em termos de setores.
A
TSMC (TSMC34), que produz chips essenciais para o avanço da IA, por exemplo, ficou na 17ª posição do ranking de empresas que mais pagaram dividendos no primeiro trimestre de 2025, mas já subiu para o top 10 dessa lista.
"O que é particularmente interessante é que esta força não está a ser liderada por setores defensivos, geralmente de maior rendimento, como bens de consumo essenciais ou serviços públicos, mas por indústrias como a tecnologia, as finanças e a energia", comentou o head de renda variável da Janus Handerson, Ben Lofthouse.
Para ele, "este é um sinal significativo, especialmente num momento em que os investidores procuram um retorno que possa ajudar a compensar a inflação, pois reflete um impulso genuíno dos lucros em alguns dos setores mais sensíveis à economia de mercado".
Veja os setores que mais pagaram dividendos no 1T26:
- Setor financeiro: US$ 90,8 bi;
- Saúde e farmacêutica: US$ 53,8 bi;
- Óleo, gás e energia: US$ 53,5 bi;
- Indústria: US$ 51,4 bi;
- Bens de consumo básico: US$ 26,5 bi;
- Tecnologia: US$ 43,7 bi;
- Materiais básicos: US$ 25,3 bi;
- Consumo discricionário: US$ 18,6 bi;
- Serviços públicos: US$ 17,4 bi;
- Comunicações e mídia: US$ 14,9 bi.
E as empresas que mais distribuíram dividendos no 1T26: