Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bi e reduz dívida em R$ 8,8 bi no ano
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
A Cosan (CSAN3) vai investir de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões em 2025. Contudo, pode pisar no freio depois disso, devido aos juros altos do Brasil.
A possibilidade foi levantada pelo fundador e presidente do Conselho de Administração do grupo Cosan, Rubens Ometto, em entrevista ao "Valor Econômico".
🗣️ "Se os juros não baixarem, vamos segurar investimentos. Nós estamos terminando o que está no meio do caminho", declarou.
Segundo ele, o grupo "só não faz mais porque os juros estão muito caros". Afinal, é preciso "resolver a equação financeira".
Para o executivo, "não justifica" fazer novos investimentos neste momento, em que se pode "ganhar 15% sem fazer nada", por meio de aplicações financeiras.
"Tenho que lutar, tenho que brigar, tenho que contratar gente, tudo. Trabalhar como louco. Não dá retorno. Pagar juros não tem sábado, domingo, feriado", afirmou.
Com a Selic em 14,75%, fusões, aquisições e compras de ativos também não estão no radar da Cosan.
Neste cenário, a Cosan está focada no processo de reestruturação da Raízen (RAIZ4), para reduzir a sua alavancagem.
💲 Com nova diretoria, a companhia agora está revendo sua governança, para "aumentar a produtividade das pessoas", mas também a sua estrutura, para simplificar as operações e focar no que é estratégico, o que envolve a venda de ativos.
"A Raízen se abriu a muitas coisas: trading, energia elétrica. Vamos focar em distribuição de combustíveis, usando a marca Shell, e a parte de produção de açúcar e etanol, e cogeração de energia elétrica", contou Ometto.
Na entrevista ao "Valor Econômico", Rubens Ometto também mostrou-se contrário à disputa comercial entre Estados Unidos e China e ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no Brasil.
🌱 Ele disse, contudo, que a guerra comercial é positiva para os negócios do grupo Cosan, já que pode elevar a demanda pelos produtos do agronegócio brasileiro.
"Os Estados Unidos taxam os chineses e os chineses não compram dos EUA e vão comprar aqui no Brasil", comentou Ometto, dizendo que "os trens da Rumo (RAIL3) estão superlotados".
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.