Mais um executivo deixa a Azzas 2154 (AZZA3) e ações desabam 10%; entenda
Kameyama está de saída em menos de um ano à frente da área, em mais um capítulo de uma série de mudanças no comando da varejista.
A Azzas (AZZA3) foi criada há menos de oito meses, a partir da fusão entre Arezzo e Soma, com o objetivo de ser a maior plataforma de moda da América Latina. Contudo, já pode estar com os dias contados.
🧑💼 O site "Pipeline" revelou que os CEOs da Arezzo e Soma, Alexandre Café Birman e Roberto Jatahy, respectivamente, não conseguiram criar uma boa relação na nova empresa e estão negociando um "divórcio".
Birman é o atual CEO da Azzas, enquanto Jatahy é o Diretor da Unidade de Negócio de Vestuário Feminino da companhia. Devido aos desentendimentos, no entanto, Jatahy não reporta os resultados da sua divisão a Birman, mas ao Conselho de Administração da Azzas, ainda de acordo com o site.
Diante disso, Birman e Jatahy já teriam discutido a cisão das operações. Arezzo e Soma, no entanto, não voltariam aos seus formatos originais, pois alguns ajustes foram levados à mesa de negociação. A marca Hering, por exemplo, passaria da Soma para a Arezzo nesse cenário.
Birman, contudo, também avalia comprar a participação de Jatahy na Azzas para não ter que desmembrar as marcas. Contudo, ainda não há um acordo sobre o preço do negócio.
📉 Diante dos custos da quebra da fusão, o "Pipeline" disse que a solução para esse impasse não deve ser rápida. A notícia de que o "divórcio" está na mesa, no entanto, foi o suficiente para derrubar as ações da Azzas na B3.
O papel figura entre as maiores baixas desta sexta-feira (14) na bolsa brasileira. Às 15h10, recuava 9,38% e era negociada a R$ 21,75.
As ações da Azzas já haviam derretido 13,39% na última quarta-feira (12), depois que a empresa reportou uma queda de 35,8% do lucro no quarto trimestre de 2024, no primeiro resultado após a fusão.
Com isso, o papel acumula uma desvalorização superior a 50% desde a sua estreia na B3: a ação da Azzas começou a ser negociada na bolsa brasileira em 1º de agosto de 2024, por cerca de R$ 50.
A Azzas ainda não se posicionou sobre o possível divórcio entre Birman e Jatahy. Analistas, no entanto, avaliam o episódio como "negativo".
🗣️ A Ativa Investimentos, por exemplo, disse que, "caso os rumores sejam concretos, podemos ter uma empresa abalada internamente olhando para sua governança, com choques entre diretores que pode afetar o andamento da fusão".
"Além disso, com falta de comunicação interna, o operacional pode ser prejudicado e isso deve se refletir nos resultados reportados pela companhia e atrasos nos ganhos de sinergias e novos projetos", acrescentou a Ativa.
Kameyama está de saída em menos de um ano à frente da área, em mais um capítulo de uma série de mudanças no comando da varejista.
Conglomerado de vestuário, dono de marcas como Arezzo, Hering, Reserva, entre outras, gera caixa recorde.