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Cosan (CSAN3) entregou prejuízo de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre do ano (
1T26), ligeiramente melhor que o saldo também negativo de R$ 1,78 bilhão apurado em igual período de 2025, conforme resultados divulgados nesta quinta-feira (15).
Isso porque a holding diversificada já começa a apresentar melhor desempenho do seu portfólio de empresas, refletido na linha de equivalência patrimonial. Tal indicador somou R$ 420 milhões à
CSNA3 no 1T26, bem diferente do patamar negativo de R$ 766 milhões na comparação anual.
"O resultado é explicado pela ausência de contribuição negativa da
Raízen (RAIZ4), cujo valor do investimento foi zerado. Houve contribuição positiva da operação da
Rumo (RAIL3), que transportou maiores volumes nas ferrovias, principalmente de soja na operação Norte. Também tivemos desempenho superior da operação da Moove, parcialmente compensado pelo menor resultado da
Compass (PASS3), devido à menor otimização das cargas de gás natural", destaca a mensagem da administração da
CSAN3.
A Cosan encerrou o 1T26 com dívida líquida expandida de R$ 11,47 bilhões, redução de -34% ante o saldo devedor de R$ 17,47 bilhões apurado em igual período de 2025. Pois, a companhia contabilizou a entrada dos recursos da capitalização vista no final de 2025.
O custo médio da dívida encerrou o 1T26 em
CDI+ 1,15% ao ano, inferior aos juros compostos de
CDI+ 1,33% ao ano registrados no final de 2025, considerando a exclusão do custo com swap do perpétuo e o pré-pagamento de
títulos de renda fixa em dólar com vencimento em 2029.
Já o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) encerrou o trimestre em 0,4 vez, bem inferior ao patamar de 1,5 vez no final de 2025, diante do menor recebimento de dividendos nos últimos 12 meses.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Cosan (CSAN3) há cinco anos, hoje você teria R$ 229,80, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.463,50 nas mesmas condições.