Chegou o dia de o mercado conhecer os números do
Banco do Brasil (BBAS3) referentes ao primeiro trimestre de 2026. O balanço será divulgado nesta quarta-feira (13), em meio a expectativas mais moderadas para a estatal, que ainda enfrenta um cenário de maior cautela com a carteira de crédito, especialmente no agronegócio.
Mesmo com o momento mais pressionado, o desempenho das ações do banco segue chamando atenção no longo prazo. Um investimento de R$ 5 mil em BBAS3 há um ano teria se transformado em R$ 3.771,39. Já no horizonte de cinco anos, o valor chegaria a R$ 10.108,38. Para quem permaneceu posicionado por uma década, o montante alcançaria R$ 19.390,37.
E a expectativa para o 1º trimestre de 2026?
A própria gestão do Banco do Brasil já indicou que não espera uma grande mudança de cenário neste início de 2026. A instituição segue mais conservadora na concessão de crédito, principalmente nos financiamentos voltados aos produtores rurais, segmento que tem pesado sobre as perspectivas do mercado,
como já publicou o Investidor10.
Nesse contexto, os analistas do BTG Pactual também adotaram um tom mais cauteloso para BBAS3. O banco reduziu o preço-alvo das ações de R$ 26 para R$ 25 nos próximos 12 meses e projeta uma recuperação mais lenta para os papéis. A estimativa é de que as provisões do Banco do Brasil em 2026 atinjam R$ 64,7 bilhões, valor 113% acima do guidance divulgado pela própria instituição.
O cenário mais desafiador já apareceu nos números recentes do banco. Em 2025, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro da faixa projetada pela companhia, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. Ainda assim, o resultado representou queda de 45,4% em relação ao ano anterior.
Ao longo de 2025, o BB revisou suas projeções mais de uma vez. Inicialmente, a expectativa era de lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões. Em maio, o banco suspendeu o guidance, revisando depois a projeção para um intervalo entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões em agosto. Já em novembro, houve uma nova redução nas estimativas.