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Itaúsa (ITSA4) encerrou o 1T26 (primeiro trimestre de 2026) com lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões, resultado que representa alta de 17% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela evolução operacional das empresas investidas e pelo avanço dos resultados recorrentes do conglomerado.
A holding também reportou crescimento em diferentes linhas. A receita líquida ajustada, sem construção, das controladas em conjunto somou R$ 3,427 bilhões entre janeiro e março, avanço de 5,8% em relação ao 1T25. Já o Ebitda ajustado e recorrente atingiu R$ 2,306 bilhões, crescimento anual de 9%, com expansão de 2 pontos percentuais na margem, que chegou a 67,3%.
Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo reajuste tarifário nas concessões rodoviárias estaduais de São Paulo, pelo crescimento do tráfego em rodovias e trilhos e pela otimização do portfólio. O lucro líquido recorrente das operações consolidadas avançou 16,3%, para R$ 627 milhões.
Entre os destaques operacionais, o tráfego comparável nas rodovias cresceu 2,5%, enquanto o segmento de trilhos avançou 2,6%, impulsionado principalmente pelas operações da ViaQuatro e ViaMobilidade, em São Paulo. O Capex consolidado somou R$ 1,479 bilhão no trimestre, alta de 22% na comparação anual.
A holding também destacou os resultados da Aegea. A companhia de saneamento registrou receita líquida de R$ 3,272 bilhões no trimestre, crescimento de 15,4%, enquanto o Ebitda recorrente avançou 51,1%, para R$ 2,259 bilhões. O volume faturado cresceu 27,5% entre janeiro e março.
No segmento de gás, a empresa investida apresentou receita líquida de R$ 2,771 bilhões, alta de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda recorrente cresceu 11%, para R$ 294 milhões, enquanto o lucro líquido recorrente avançou 27,3%, totalizando R$ 150 milhões.
Recompra de ações
Além dos resultados, a Itaúsa aprovou um novo programa de recompra de ações preferenciais. A companhia poderá adquirir até 5 milhões de ações preferenciais de emissão própria entre 13 de maio de 2026 e 13 de novembro de 2027.
Segundo a holding, as ações recompradas poderão ser utilizadas no âmbito do Plano de Incentivos de Longo Prazo da empresa, permanecer em tesouraria para posterior alienação ou ainda serem canceladas, sem redução do capital social.
A companhia informou que a operação será realizada com recursos disponíveis em reserva de lucros e destacou que o programa não deve provocar impactos materiais sobre a estrutura de capital, dividendos ou obrigações financeiras da empresa.