Ambipar (AMBP3) deve pedir recuperação judicial nesta segunda, diz jornal

No acumulado de outubro, as ações da empresa já desvalorizaram cerca de 94%, atingindo mínimas históricas na B3.

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Publicado em 18/10/2025 às 20:49h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 18/10/2025 às 20:49h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Matheus Silva
Até então, a companhia buscava evitar a via judicial, priorizando uma recuperação extrajudicial (Imagem: Divulgação/Ambipar)
Até então, a companhia buscava evitar a via judicial, priorizando uma recuperação extrajudicial (Imagem: Divulgação/Ambipar)
🚨 A Ambipar (AMBP3) está prestes a solicitar recuperação judicial, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. 
O pedido deve ser protocolado na próxima segunda-feira (21) na Justiça do Rio de Janeiro, diante da intensificação da crise financeira da companhia de gestão ambiental.
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No acumulado de outubro, as ações da empresa já desvalorizaram cerca de 94%, atingindo mínimas históricas na B3 (B3SA3). 
A deterioração da confiança do mercado foi acelerada por incertezas envolvendo a real situação do caixa da empresa e entraves nas negociações com credores.
Apesar de ter obtido apoio parcial de debenturistas brasileiros e investidores internacionais detentores de bonds, a Ambipar não conseguiu alcançar consenso com grandes bancos locais — especialmente o Itaú (ITUB4), apontado como peça central no impasse que travou um acordo mais amplo.
Até então, a companhia buscava evitar a via judicial, priorizando uma recuperação extrajudicial. No entanto, o prazo para essa alternativa está se esgotando. 
A medida cautelar que protege a empresa contra cobranças judiciais expira no final da próxima semana, obrigando a empresa a tomar uma decisão até o dia 27 de outubro.
Um dos obstáculos enfrentados foi a disputa sobre o foro responsável pelo processo: enquanto os principais credores pressionavam para levar a discussão para São Paulo, a empresa insistia em manter o Rio de Janeiro como base legal. 
Além disso, a pulverização da dívida — estimada em mais de R$ 5 bilhões (cerca de US$ 1 bilhão) — entre investidores estrangeiros dificulta o quórum necessário para um acordo extrajudicial.
A sucessão de fatos negativos — como a saída do CFO, a judicialização contra credores e as incertezas sobre a liquidez real da empresa — ampliou a percepção de risco entre investidores. 
Recentemente, também veio à tona a suspeita de irregularidades em um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) no qual a empresa afirma manter grande parte de seu caixa.
📈 Caso a recuperação judicial seja confirmada na próxima semana, será mais um capítulo de instabilidade para uma companhia que, até pouco tempo, era considerada promissora no setor de serviços ambientais.