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Oncoclínicas (ONCO3) apresentou uma nova versão do seu plano de recuperação extrajudicial nessa sexta-feira (13).
💲 O documento é fruto de semanas de negociação com os credores e prevê a renegociação de R$ 5,7 bilhões em dívidas.
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O valor é superior ao proposto inicialmente pela empresa, que pediu recuperação extrajudicial em julho para tentar renegociar R$ 5,1 bilhões.
Ainda assim, a Oncoclínicas espera conseguir o apoio necessário para avançar com o plano. Ou seja, a adesão de ao menos 51% dos credores envolvidos.
O que diz o novo plano?
O novo plano de recuperação extrajudicial da Oncoclínicas dá diferentes opções aos credores da empresa, incluindo:
- substituição de parte da dívida por novos instrumentos financeiros;
- alongamento dos prazos de pagamento;
- emissão de debêntures conversíveis em ações;
- pagamento de parte da dívida com ações ou outros ativos;
- deságio em determinadas opções de pagamento;
- condições especiais para fornecedores.
Dessa forma, os credores da Oncoclínicas podem optar por receber os valores devidos com desconto ou em um prazo mais alongado. Outra opção é trocar essa dívida por ativos da companhia, incluindo ações e até CDBs do
Banco Master que hoje estão nas mãos da Oncoclínicas.
Segundo a empresa, "o plano representa um importante avanço para o reperfilamento do endividamento financeiro da Companhia e de suas controladas, organizando e estabilizando as necessidades de liquidez de curto e médio prazo, consequentemente estabelecendo uma estrutura financeira sustentável no longo prazo".
Vale ressaltar, porém, que o plano não abrange dívidas constituídas após o pedido de recuperação extrajudicial.
Prazo esticado
⏰ A Oncoclínicas apresentou o novo plano de recuperação na reta final do prazo disponível para negociação com os credores.
Normalmente, as empresas têm 90 dias contados a partir do pedido de recuperação extrajudicial para conseguir o apoio de ao menos 51% dos credores para o plano de reestruturação.
No caso da Oncoclínicas, esse prazo acabou em 13 de outubro, sem que a empresa conseguisse chegar a um acordo com os credores.
Por isso, a Justiça deu um prazo extra de 15 dias para que a empresa se manifestasse sobre o assunto, o que acabou permitindo o prolongamento das negociações.
Apesar do impasse, a Oncoclínicas garantiu que a recuperação extrajudicial não afeta suas operações, incluindo o atendimento dos clientes e o pagamento de fornecedores.