Os dois candidatos decidiram realizar seus últimos atos de campanha no Sudeste. Afinal, a região apresenta alguns dos maiores colégios eleitorais do país e registrou altos índices de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026.
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O dia de Flávio
Flávio começou o dia acompanhando uma motociata promovida por apoiadores em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Depois, seguiu para o Rio de Janeiro para participar de uma caminhada na Barra da Tijuca, que deve terminar em frente ao condomínio em que o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem uma casa.
O candidato do PL é acompanhado por aliados como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que comandou o ato em Minas Gerais.
Flávio não discursou no evento realizado na capital mineira, mas deixou um recado aos apoiadores nas redes sociais antes da agenda.
Ele pediu que os seguidores não deixassem de votar e tentassem levar outras pessoas às urnas neste domingo (25), dizendo que "faltam poucas horas para mudar o destino da nossa nação". "O Brasil vai se libertar, vai prosperar. Eu preciso de vocês", disse Flávio.
O dia de Lula
Lula deu início ao último dia de campanha com uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Depois, seguiu para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
O candidato do PT é acompanhado pela esposa, Rosangela da Silva, a Janja, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e por aliados como o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Diferente de Flávio, Lula discursou logo no seu primeiro ato de campanha e ainda falou com a imprensa ao chegar em São Paulo neste sábado (24).
Nas duas ocasiões, destacou a mobilização dos eleitores na campanha do segundo turno e disse que o povo não quer retroceder.
"A sociedade brasileira quer mudança, mas quer mudança estrutural, que faça o país continuar caminhando para a frente. A sociedade brasileira não quer retrocesso", disse Lula, em São Paulo.
O candidato à reeleição ainda tentou se contrapor ao adversário, chamando Flávio de "miliciano" e "mentiroso" e dizendo que o rival quer "privatizar o SUS" e "destruir o fim da escala 6×1".
Diante da forte participação popular na campanha do segundo turno, Lula ainda se disse "convencido" na vitória das urnas.
Empate técnico
Os candidatos chegam ao segundo turno das eleições presidenciais em uma situação de empate técnico.
Flávio tem 50,7% e Lula aparece com 49,3% dos votos válidos na última pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado (24).
A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.