Na verdade, os tokens
ZEC atingiram a sua maior cotação da década, batendo os US$ 1.044,52 na máxima de preço nesta sexta-feira (4). Só nas últimas 24 horas, a moeda virtual se apreciava em +6,20%, enquanto o
BTC perdia -2,19% e era negociado a US$ 79,8 mil.
Aliás, durante o rali altista das criptomoedas, o Zcash dobrou de preço nos últimos 30 dias, tendo como principal catalisador fundamentalista o lançamento de um ETF de Zcash pela gestora americana Grayscale no final de agosto.
Vale destacar que a capitalização de mercado da moeda focada em privacidade subiu para quase US$ 17 bilhões, o suficiente para fazer com que a
ZEC ultrapassasse a memecoin
Dogecoin (DOGE), patrocinada pelo bilionário Elon Musk, entre as dez maiores criptomoedas do planeta.
Do ponto de vista técnico, a quebra da cotação de US$ 1 mil pegou de calças curtas os vendedores a descoberto do Zcash. No caso, US$ 34,5 milhões em short bets (apostas de queda da criptomoeda) foram liquidadas à força.
Ou seja, cada investidor forçado a recomprar uma posição vendida em
ZEC adiciona demanda real à criptomoeda, o que explica, em parte, a aceleração contínua da alta. Todavia, Zcash ainda segue bem distante do seu topo histórico a US$ 5.941,80, registrado em outubro de 2016.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Zcash (ZEC) há 12 meses, hoje você teria R$ 22.340,30. A simulação também aponta que o
Bitcoin (BTC) teria retornado R$ 704,20 no mesmo período.