XP (XPBR31) soma R$ 2,2 tri em ativos e lucra R$ 1,38 bi no 2T26

Os recursos de clientes na XP chegaram a R$ 2,2 trilhões ao fim de junho, alta anual de 17% somando custódia, gestão e administração.

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Publicado em 17/08/2026 às 19:07h Publicado em 17/08/2026 às 19:07h por Matheus Silva
Um dos destaques do trimestre foi o Banco de Atacado (Imagem: Shuterstock)
Um dos destaques do trimestre foi o Banco de Atacado (Imagem: Shuterstock)
📊 A XP Inc. (XPBR31) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,384 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 5% na comparação anual, conforme divulgado nesta segunda-feira (17). 
A receita bruta somou R$ 5,056 bilhões entre abril e junho, crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O lucro antes dos tributos (EBT) ajustado chegou a R$ 1,565 bilhão, expansão de 15% frente ao 2T25, com margem EBT avançando para cerca de 32%. 
O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) alcançou 22,5%, expansão de 80 pontos-base frente ao trimestre anterior, enquanto o lucro por ação diluído ajustado cresceu 8% na comparação anual, beneficiado pelos programas de recompra de ações.

Captação líquida de R$ 28 bi no trimestre

A XP encerrou junho com R$ 2,2 trilhões em ativos totais de clientes, considerando custódia, gestão e administração, crescimento de 17% na comparação anual. 
A captação líquida total (NNM) chegou a aproximadamente R$ 28 bilhões no trimestre, quase três vezes o volume registrado no mesmo período do ano passado. O segmento de varejo respondeu por cerca de R$ 20 bilhões dessa entrada líquida.
"O segundo trimestre materializa a força do nosso modelo de negócios e a consistência da nossa execução. Seguimos crescendo, ampliando a satisfação dos nossos clientes e fortalecendo nosso portfólio com soluções cada vez mais completas para pessoas físicas e empresas", afirmou Thiago Maffra, CEO da XP.

Banco de Atacado cresce 32% 

Um dos destaques do trimestre foi o Banco de Atacado, que registrou receita de R$ 1,175 bilhão, alta de 32% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo segmento Corporate. 
Durante o período, a unidade expandiu sua oferta para empresas com o lançamento de novas soluções, incluindo a entrada nos segmentos de adquirência e cartão corporativo.

NPS avança de 61 para 66 pontos

As despesas operacionais e administrativas cresceram em ritmo inferior ao das receitas, contribuindo para a expansão da rentabilidade. 
A XP destacou que segue investindo em tecnologia, inteligência artificial, digitalização e expansão comercial. O NPS avançou de 61 para 66 pontos na comparação trimestral.
A companhia encerrou um programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão e lançou um novo plano de igual valor, além de distribuir aproximadamente R$ 500 milhões em dividendos no trimestre. O índice de Basileia segue acima do guidance de 16% a 19%.

Gustavo Alejo estreia como CFO

O balanço marcou também a estreia de Gustavo Alejo como diretor financeiro (CFO) da XP. 
"Estou entusiasmado por me juntar a uma companhia que combina visão de longo prazo, disciplina na alocação de capital e foco contínuo na geração de valor para clientes e acionistas. Vejo um potencial significativo para aprofundarmos ainda mais a personalização dos serviços financeiros, apoiados por tecnologia, inovação e uma proposta cada vez mais completa", afirmou Alejo.