Temporada de balanços do 1T26 ganha força: Veja o que esperar

Para analistas, a execução será um diferencial fundamental nesta temporada de resultados.

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Publicado em 27/04/2026 às 12:10h Publicado em 27/04/2026 às 12:10h por Marina Barbosa
Temporada de balanços do 1T26 vai até meados de maio (Imagem: Shutterstock)
Temporada de balanços do 1T26 vai até meados de maio (Imagem: Shutterstock)
A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 ganha tração nesta semana, com a divulgação dos resultados de gigantes da B3, como Vale (VALE3) e Santander (SANB11).
📊 Para analistas, esta será uma temporada de resultados marcada por desafios macroeconômicos e que, por isso, deve coroar aquelas empresas que conseguiram driblar as turbulências do caminho.
Afinal, os juros seguiram em patamares elevados e a inflação voltou a acelerar no Brasil no primeiro trimestre. Além disso, o período foi marcado pelo início da guerra no Oriente Médio, que balançou os mercados ao pressionar os preços das commodities e reduzir as apostas de cortes de juros.

Santander diz que execução será fundamental

Na avaliação do Santander, esse quadro pesou sobre companhias como as varejistas, mas as estratégias de algumas empresas podem garantir resultados positivos no primeiro trimestre.
"Neste cenário, a execução é um diferencial fundamental e continua a ser central para a percepção dos investidores", afirmou o Santander.
Uma das apostas do banco nesse sentido é o Assaí (ASAI3), que apresenta seu balanço nesta segunda-feira (27), após o fechamento do mercado.
Além disso, o Santander vê a resiliência do mercado de trabalho brasileiro ajudando companhias voltadas ao mercado doméstico. Por isso, projeta uma alta no lucro de segmentos como os de saúde e educação.
No geral, no entanto, a expectativa é de um crescimento moderado da receita e do Ebitda das empresas listadas na B3, de aproximadamente 7% e 10%, respectivamente.
Em relatório enviado a clientes, o Santander disse ainda que vai monitorar de perto as teleconferências de resultados para avaliar como as empresas estão navegando neste ambiente global mais incerto, particularmente em relação às pressões de custos e à dinâmica das taxas de juros.

Os setores que podem sair ganhando, segundo o Safra

O Safra também vê o mercado mais sensível à qualidade de execução de cada companhia e diz que o elevado grau de dispersão entre setores e empresas reforça a necessidade de análise fundamentalista criteriosa por parte do investidor.
⛽ Ainda assim, o banco vê um viés positivo para alguns setores neste início de ano. Os setores de produção de petróleo e distribuição de combustíveis, por exemplo, podem se beneficiar da alta dos preços do petróleo deflagrada pela guerra.
Já as construtoras seguem com um ambiente favorável, dado o impulso do Minha Casa, Minha Vida no segmento de baixa renda e pelos vendas ainda resilientes no segmento de médio e alto padrão.
O Safra ainda projeta preços mais altos, menor pressão de despesas e base operacional mais favorável para o setor de papel e celulose. Além disso, destaca a consistência operacional das farmacêuticas e das empresas de telecomunicações.
O mercado, por outro lado, estará atento à pressão da alta da inadimplência nos resultados dos bancos listados na B3, especialmente o Banco do Brasil (BBAS3).

O que esperar desta semana?

Ao menos 15 empresas listadas na B3 divulgam os resultados do primeiro trimestre de 2026 nesta última semana de abril.
Nesta segunda (27), o destaque é da Gerdau (GGBR4) e da Metalúrgica Gerdau (GOAU4), para além do Assaí.
Já na terça (28), é a vez da Vale (VALE3) revelar se as fortes vendas de minério de ferro levaram a um lucro robusto no trimestre.
Na quarta-feira (29), Santander (SANB11) e Weg (WEGE3) divulgam seus balanços antes mesmo da abertura do mercado.
O setor de papel e celulose também é um dos destaques da semana, pois Suzano (SUZB3) e Irani (RANI3) apresentam seus dados na quarta (29) e quinta-feira (30), respectivamente.