📊 Para analistas, esta será uma temporada de resultados marcada por desafios macroeconômicos e que, por isso, deve coroar aquelas empresas que conseguiram driblar as turbulências do caminho.
Afinal, os
juros seguiram em patamares elevados e a
inflação voltou a acelerar no Brasil no primeiro trimestre. Além disso, o período foi marcado pelo início da guerra no Oriente Médio, que balançou os mercados ao pressionar os preços das
commodities e reduzir as
apostas de cortes de juros.
Santander diz que execução será fundamental
Na avaliação do Santander, esse quadro pesou sobre companhias como as
varejistas, mas as estratégias de algumas empresas podem garantir resultados positivos no primeiro trimestre.
"Neste cenário, a execução é um diferencial fundamental e continua a ser central para a percepção dos investidores", afirmou o Santander.
Uma das apostas do banco nesse sentido é o
Assaí (ASAI3), que apresenta seu balanço nesta segunda-feira (27), após o fechamento do mercado.
Além disso, o Santander vê a resiliência do mercado de trabalho brasileiro ajudando companhias voltadas ao mercado doméstico. Por isso, projeta uma alta no lucro de segmentos como os de saúde e educação.
No geral, no entanto, a expectativa é de um crescimento moderado da receita e do Ebitda das empresas listadas na B3, de aproximadamente 7% e 10%, respectivamente.
Em relatório enviado a clientes, o Santander disse ainda que vai monitorar de perto as teleconferências de resultados para avaliar como as empresas estão navegando neste ambiente global mais incerto, particularmente em relação às pressões de custos e à dinâmica das taxas de juros.
Os setores que podem sair ganhando, segundo o Safra
O Safra também vê o mercado mais sensível à qualidade de execução de cada companhia e diz que o elevado grau de dispersão entre setores e empresas reforça a necessidade de análise fundamentalista criteriosa por parte do investidor.
Já as
construtoras seguem com um ambiente favorável, dado o impulso do Minha Casa, Minha Vida no segmento de baixa renda e pelos vendas ainda resilientes no segmento de médio e alto padrão.
O mercado, por outro lado, estará atento à pressão da alta da inadimplência nos resultados dos
bancos listados na B3, especialmente o
Banco do Brasil (BBAS3).
O que esperar desta semana?
Ao menos 15 empresas listadas na B3 divulgam os resultados do primeiro trimestre de 2026 nesta última semana de abril.
O setor de papel e celulose também é um dos destaques da semana, pois
Suzano (SUZB3) e
Irani (RANI3) apresentam seus dados na quarta (29) e quinta-feira (30), respectivamente.