Compass (PASS3) cai 7,8% no 1º mês após o IPO e age para movimentar ações

A Compass contratou o BTG como formador de mercado, para elevar liquidez do papel.

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Publicado em 11/06/2026 às 19:08h Publicado em 11/06/2026 às 19:08h por Marina Barbosa
A Compass atua no mercado de gás natural (Imagem: Shutterstock)
A Compass atua no mercado de gás natural (Imagem: Shutterstock)
A Compass (PASS3) estreou na B3 há exatamente um mês, pondo fim a um jejum de IPOs que já durava quase cinco anos no mercado brasileiro. Porém, vem cambaleando na Bolsa deste então. Por isso, decidiu agir para movimentar suas ações.
📉 As ações da Compass recuaram 7,8% no primeiro mês de negociação na B3, mesmo após serem precificadas no piso da faixa indicativa do IPO, que ia de R$ 28 a R$ 35.
Ou seja, o papel estreou na Bolsa cotado a R$ 28, mas já é negociado na casa dos R$ 25 e chegou a tocar nos R$ 24 nos últimos dias.
Diante disso, a empresa anunciou nesta quinta-feira (11) a contratação da corretora de investimentos do BTG Pactual (BPAC11) como formadora de mercado das suas ações.
💲 O formador de mercado tem a função de fomentar a liquidez da ação, facilitando seus negócios e evitando flutuações bruscas nos preços. Por isso, realiza ofertas de compra e venda do papel ao longo do pregão.
No caso da Compass, a atuação da BTG Corretora terá início já nesta sexta-feira (12), por tempo indeterminado.
"O referido Contrato tem prazo indeterminado, com possibilidade de resilição e/ou rescisão a qualquer tempo e sem qualquer ônus para qualquer das partes", informou a Compass.

Compass

Empresa de gás e energia do grupo Cosan (CSAN3), a Compass é um dos principais players do setor de gás natural brasileiro -um setor marcado pela resiliência e pela previsibilidade na geração de caixa. Não à toa, o IPO da empresa chamou a atenção do mercado e movimentou cerca de R$ 3,2 bilhões.
Esse recurso, no entanto, não ficou com a Compass, pois esta foi uma oferta secundária de ações, em que os antigos acionistas da empresa venderam ações já existentes, reduzindo a sua participação e ficando com o dinheiro arrecadado.
 
A Cosan foi a principal vendedora. Afinal, decidiu abrir o capital da sua subsidiária justamente para levantar recursos e, assim, poder reduzir o seu endividamento.
Na avaliação de analistas, a ligação com a Cosan explica a cautela com as ações da Compass, apesar da qualidade dos seus ativos operacionais.
Poucos dias depois da estreia na B3, a empresa ainda reportou uma queda de 9% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026.
O resultado caiu para R$ 382 milhões devido ao maior custo da dívida e a despesas mais elevadas de depreciação. Veja aqui o balanço do 1T26 da Compass