O exemplo mais simbólico é o fato do
Tesouro Renda+ 2065, o título público com o maior vencimento disponível, ver a sua remuneração ceder de
IPCA+ 7,21% ao ano, no último dia 9 de setembro, para os atuais
IPCA+ 6,99% ao ano.
Com a perda da barreira psicológica de
IPCA+ 7% ao ano, o
Tesouro Renda+ 2065 oferece aos investidores o seu menor juro composto desde meados de junho, ao mesmo tempo que os poupadores travados em taxas maiores que os níveis atuais já colhem lucros relevantes na marcação a mercado.
Só entre o último dia 9 de setembro até hoje, o
Tesouro Renda+ 2065 acumula valorização de quase +10% na marcação a mercado, visto que seu preço unitário saltou de R$ 180,97 para R$ 198,67, respectivamente.
Paralelamente, os grandes bancos têm aproveitado os juros compostos elevados oferecidos pelo governo brasileiro durante os últimos leilões de dívida pública. Na véspera, os investidores institucionais arremataram 100% da oferta de títulos
Tesouro IPCA+ 2040, com remuneração de
IPCA+ 7,42% ao ano, mediante o empréstimo de R$ 1,26 bilhão aos cofres públicos.
Todavia, o foco permaneceu na renda fixa pós-fixada, considerando que a oferta de R$ 14,8 bilhões em Tesouro Selic 2032 foi integralmente adquirida pelos grandes bancos. Ou seja, a despeito do ciclo de cortes da
taxa Selic, os institucionais não abrem mão dos juros flutuantes.