Nem só de dividendos vivem os investidores, e chegou a vez dos detentores de debêntures participativas da
Vale (VALE3) dividirem remuneração total de R$ 512,1 milhões, com pagamento previsto em 30 de setembro de 2026.
Estão em jogo cerca de R$ 1,71 por cada título de
renda fixa emitido pela empresa, cujo dinheiro cairá automaticamente na conta dos debenturistas que atenderem à
data-com no dia 29 de setembro de 2026.
A mineradora avisa também que há incidência de imposto de renda na fonte na modalidade de rendimento referente a tais
debêntures participativas, sobre o montante a ser pago aos investidores, aplicando-se a alíquota relativa à situação individual do beneficiário.
Quando falamos das
debêntures participativas da Vale, não se tratam de quaisquer títulos de renda fixa. A sua emissão aconteceu lá em abril de 1997, com a distribuição de 388.559.056 debêntures participativas não conversíveis em ações, na proporção de uma debênture por ação ordinária ou preferencial.
Só a partir de 28 de outubro de 2002 que tais debêntures participativas puderam trocar de mãos, mediante negociação no mercado secundário de renda fixa, o ambiente das prateleiras das corretoras de valores.
Vale mencionar que o atual cálculo de remuneração em 2026 considera a existência de apenas 299.148.666 debêntures participativas em circulação remanescentes após a liquidação, pela própria
VALE3, de 89.410.390 debêntures participativas de sua 6ª emissão.
Em 2025, os debenturistas que quiseram (oferta facultativa) tiveram a oportunidade de vender seus títulos de renda fixa especiais à mineradora.