Milei defende Malvinas e chama ONU de “inútil” em discurso na Assembleia

Presidente argentino também criticou o funcionamento da organização durante a Assembleia Geral.

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Publicado em 23/09/2026 às 14:54h Publicado em 23/09/2026 às 14:54h por Wesley Santana
Líder de direita é o atual presidente da Argentina (Imagem: Shutterstock)
Líder de direita é o atual presidente da Argentina (Imagem: Shutterstock)

O presidente da Argentina, Javier Milei, foi um dos discursantes deste segundo dia da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Durante sua fala, ele defendeu a Ilha Malvinas e atacou a ONU, dizendo que a entidade é “inútil”.

Em suas palavras, "a ONU se tornou uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas disfarçados de burocratas bem-intencionados”. Ele faz coro a um grupo de chefes de Estado que vêm questionando o papel da entidade no contexto geopolítico global.

Como tem feito em seus eventos públicos, ele tem falado sobre as Ilhas Malvinas, território britânico localizado próximo à Argentina. Antes da ocupação do Reino Unido, estas eram parte do país latino.

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“O princípio da autodeterminação não se aplica neste caso, uma vez que a população britânica foi implantada pela potência ocupante em um território cuja soberania está em disputa. Esse princípio existe para libertar povos colonizados”, disse ele. “Convocamos o Reino Unido a retomar negociações com vistas a encontrar uma solução pacífica para a disputa de soberania, conforme exigido pelo direito internacional”, pontuou.

Diferentemente de outras comitivas, que têm se retirado durante falas que lhes desagradam, os membros do governo britânico continuaram no salão da Assembleia. Na véspera, diversos países deixaram o espaço durante as falas de Donald Trump (Estados Unidos).

Lula e Trump abrem evento

A Assembleia da ONU acontece desde a última terça e segue até a próxima sexta. O presidente Lula (PT) foi responsável pela abertura do evento, como já acontece tradicionalmente com os líderes brasileiros.

Durante sua fala, Lula defendeu o Pix, atacou os Estados Unidos e disse que não vai haver interferências externas nas eleições brasileiras.

"O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento", disse. "Os países da região [América Latina] reconheceram os horrores do regime de exceção. Mas a democracia está novamente em cheque: voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, disse, em referência aos EUA.

Logo na sequência, quem tomou a palavra foi Trump, que elevou o tom contra o Irã, além de defender uma limitação da influência de Rússia e China na América Latina.

"Nossas ações na Venezuela são uma prova de que não permitiremos mais que ameaças contra os Estados Unidos criem uma base de apoio em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger nossos interesses nacionais vitais", afirmou.