Flávio Bolsonaro privatizará a Caixa Econômica Federal? Coordenadora responde

Caso vença as Eleições 2026, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro terá o poder sobre o banco estatal.

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Publicado em 21/09/2026 às 17:26h Publicado em 21/09/2026 às 17:26h por Lucas Simões
Ataque contra apenas os "cabideiros de emprego" na Caixa Econômica Federal (Imagem: Agência Brasil)
Ataque contra apenas os "cabideiros de emprego" na Caixa Econômica Federal (Imagem: Agência Brasil)
A candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) nas Eleições 2026 vem encurtando a distância com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a proximidade do 1º turno, despertando diversos cenários no mercado, como a possível privatização da Caixa Econômica Federal.
Durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, a coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, reforçou nesta segunda-feira (21) que o senador não tem quaisquer intenções de privatizar o banco estatal, que é bastante estratégico na liberação de financiamentos imobiliários com taxas competitivas. 
“Queremos ir em cima daquelas que não fazem sentido de existir, e é um buraco sem fundo e um cabideiro de emprego, não daquelas que são necessárias e estratégicas”, disse Daniella, que já presidiu a instituição financeira pública durante o então governo de Jair Bolsonaro.
Segundo a coordenadora, muitos servidores da Caixa Econômica Federal têm procurado a campanha de Flávio Bolsonaro justamente em um período que coincide com a greve instalada dos bancários concursados desde o último dia 10 de setembro.
“Nessa confusão da greve, tenho recebido várias mensagens, e, como fui presidente do banco, muita gente me segue nas redes sociais, dizendo que eles estão aterrorizando, dizendo que vamos mandar todo mundo embora e privatizar a Caixa. Falei: ‘Não se desinformem'”, repercutiu Daniella, na entrevista. 
Em participação ao evento Grupo Esfera, no último dia 14 de setembro, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante a gestão Bolsonaro comentou que os planos do senador Flávio Bolsonaro, em eventual vitória à Presidência, consideravam a possibilidade de desestatização do Banco do Brasil (BBAS3)
"Até os Correios, que acumula rombos bilionários, perdeu a janela de ser privatizado. Porém, mais de 20 estatais poderiam entrar na mira do governo Flávio Bolsonaro e o Banco do Brasil poderia [ser privatizado], pois negocia menos de uma vez seu patrimônio", comentou Daniella, naquela ocasião.