Petrobras (PETR4) faz acordo com Moçambique e abre nova frente na África

O trato prevê a cooperação estratégica com a ENH, estatal de petróleo de Moçambique.

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Publicado em 23/09/2026 às 14:59h Publicado em 23/09/2026 às 14:59h por Marina Barbosa
O presidente de Moçambique encontrou-se com a CEO da Petrobras em evento no Rio (Imagem: Reprodução/Facebook)
O presidente de Moçambique encontrou-se com a CEO da Petrobras em evento no Rio (Imagem: Reprodução/Facebook)
A Petrobras (PETR4) firmou um acordo de cooperação estratégica com a estatal de petróleo de Moçambique, a ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos).
🤝 O memorando de entendimento foi assinado na terça-feira (22), durante uma passagem do presidente moçambicano, Daniel Chapo, pelo Brasil.
O presidente de Moçambique veio ao Brasil com o objetivo de aprofundar a cooperação entre os países na exploração de petróleo e gás em águas profundas, através da partilha de conhecimentos e da assinatura de parcerias de investimento.
Ele apresentou as oportunidades existentes no país africano e encontrou-se com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante o Fórum Rio Petróleo e Gás 2026, no Rio de Janeiro.

As reservas de Moçambique

⛽ Moçambique tem grandes reservas de gás natural e boa parte disso está em águas profundas e ultraprofundas, uma das especialidades da Petrobras. E busca parcerias para avançar com o desenvolvimento do setor.
Paralelamente, prepara uma nova oferta de áreas para pesquisa e exploração de hidrocarbonetos. Por isso, atualizou recentemente a sua Lei do Petróleo para oferecer segurança aos investidores, mas também preservar os interesses nacionais.
Diante disso, o acordo entre a Petrobras e a ENH visa à atuação conjunta das empresas em estudos, avaliação, desenvolvimento e comercialização, além da partilha de conhecimentos e da troca de experiência técnica no setor de petróleo e gás.
A expectativa de Daniel Chapo é de que o memorando abra caminho para uma presença mais expressiva da empresa brasileira em Moçambique.

Petrobras avança na África

A Petrobras não fez muitos comentários sobre o acordo. Apenas delineou os objetivos e observou que o documento tem prazo de duração de dois anos, prorrogáveis por prazo a ser acordado.
Porém, a estatal brasileira vem avançando na África, por entender que a costa oeste africana dispõe de condições geológicas semelhantes às do pré-sal. E, com isso, abre mais uma possível frente de atuação no continente.
Na semana passada, por exemplo, a Petrobras assinou oito contratos de partilha de produção na Costa do Marfim. Em agosto, manifestou interesse em blocos exploratórios de Gana.
A estatal brasileira também adquiriu participações em blocos exploratórios situados em São Tomé e Príncipe, África do Sul e Namíbia nos últimos dois anos.
Segundo a companhia, a iniciativa está alinhada à estratégia de recomposição das reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior.
"A avaliação de novas oportunidades busca diversificar o portfólio exploratório da companhia, promovendo a geração de valor e a sustentabilidade de longo prazo de seus negócios", afirmou, após o negócio na Costa do Marfim.
A recomposição de reservas é uma prioridade da estatal devido à previsão de que a produção do pré-sal entre em declínio nos próximos anos. Também é por isso que a companhia busca avançar na exploração de petróleo na Foz do Amazonas.