🚨 O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 1,017 bilhão na primeira fase do programa de securitização da dívida ativa, parte do plano para cobrir o rombo do Banco Master no
BRB (BSLI4), mas ainda não levantou os recursos necessários para a operação.
O governo distrital havia se comprometido a realizar um aporte no BRB até sexta-feira (29) e ainda busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao
FGC (Fundo Garantidor de Créditos), operação para a qual pediu garantia do Tesouro Nacional sem obter resposta do governo federal até o momento.
"A não resposta é uma resposta, mas nós estamos trabalhando com outras alternativas. Não posso antecipar as tratativas que estamos tendo, só posso afirmar que estamos avançando com a operação. A qualquer momento, teremos uma definição", afirmou o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, ao Estadão.
Securitização pode somar R$ 4 bi até o fim da semana
A operação de securitização, realizada com o
BTG Pactual (BPAC11), envolveu a venda de parte da dívida ativa do Distrito Federal. O valor arrecadado até o momento é de R$ 1,017 bilhão, com expectativa de somar R$ 4 bilhões até o fim da semana.
Por lei, os recursos da securitização só podem ser usados em vinculações obrigatórias como saúde, educação, previdência e investimentos. Mas, segundo Oliveira, o valor já pode ser movimentado financeiramente pelo BRB antes mesmo de ser gasto pelo DF no Orçamento, ajudando a liquidez do banco.
Antes da securitização, o BRB já havia recebido R$ 1 bilhão com a venda de ativos que eram do Banco Master, estruturados em fundo pela gestora Quadra Capital a partir de uma carteira total de R$ 15 bilhões.
Esse valor ajudou a estancar a crise de liquidez na instituição, segundo integrantes do BRB.
Prazo do BC e solução contábil como plano alternativo
O prazo para o BRB divulgar o balanço de 2025 encerrou no dia 31 de março. Informalmente, o governo do DF havia comunicado ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que o balanço e o aporte seriam publicados em 29 de maio. Galípolo, porém, sinalizou que o cronograma legal não é esse.
"Como o presidente do Banco Central falou, não tem uma data definitiva, tem um prazo que nós pedimos e estamos avançando bem nesse prazo", disse Oliveira. O secretário afirmou que o prazo "está bem encaminhado."
Caso o governo do DF não consiga o financiamento junto ao FGC e a outros bancos, a intenção é usar o dinheiro da securitização como solução contábil para cobrir o rombo no patrimônio do BRB, conforme reportagem do Estadão.
📊 "O Banco Central queria que nós, em um prazo mínimo, encontrássemos soluções para o banco e nós estamos encontrando", declarou o secretário.