Acordo entre União e DF vai liberar R$ 6,4 bi ao BRB (BSLI4); ações disparam
Banco estatal de Brasília reage na bolsa após avanço nas negociações com o governo federal.
Nesta segunda-feira (15), o atual presidente do BRB (BSLI4) disse que a empresa já tem planos de soltar o balanço de 2025. De acordo com Nelson Souza, o documento deve ser divulgado em julho, depois que o banco estatal receber o aporte bilionário previsto.
“Estamos em tratativas com as auditorias para que a gente possa fazer essa capitalização até o final de junho e já poder dar tudo isso regularizado, para soltar no início de julho o balanço”, disse Souza, em entrevista ao Valor.
Por regra do mercado de capitais, o balanço do ano passado deveria ser divulgado até o fim de março. No entanto, a empresa fez sucessivos reagendamentos da publicação em decorrência da situação financeira.
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A última vez que o balanço foi adiado foi em 30 de maio, conforme documentos publicados pela própria companhia. Na semana passada, a governadora do DF, Celina Leão, havia dito que o BRB publicaria seu balanço em até 15 dias.
O BRB está envolvido na crise do Banco Master, depois de ter comprado bilhões em títulos emitidos pela instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central. Agora, a administração corre contra o tempo para tampar esse buraco com aportes de capitais externos.
Um empréstimo de R$ 6,6 bilhões deve ser feito pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) ao governo do Distrito Federal, que é dono do BRB. Esse valor será usado para capitalizar o banco, conforme informações da capital federal.
Apesar disso, o BRB ainda precisa de outros R$ 2 bilhões para colocar a operação em dia. O DF vai, portanto, fazer uma securitização da dívida ativa para levantar a quantia que falta para capitalizar a companhia estatal.
Depois da fala do presidente, as ações do BRB dispararam na bolsa de valores. Por volta das 11h, os papéis eram negociados com alta de 1,4%, aos R$ 3,65, conforme dados da B3.
Atualmente, o valor de mercado do banco brasiliense é de R$ 7,5 bilhões. O Índice de Basileia, que mostra a saúde financeira de um banco, está em cerca de 13%, enquanto a média do setor é de 15%.
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O ministro da Economia disse que o acordo pelo banco do governo federal prevê empréstimo do FGC com fiança bancária e sem a União.