A possibilidade de uma delação premiada sobre o
Banco Master ficou um pouco mais distante nesta quinta-feira (25).
Isso porque a PGR (Procuradoria-Geral da República) recusou a proposta de colaboração premiada do ex-presidente do
BRB (BSLI4), Paulo Henrique Costa.
A PGR já havia rejeitado a proposta de Daniel Vorcaro, o dono do Master, por entender que o material não apresentava elementos novos em relação ao que já foi descoberto sobre o caso.
Agora, avaliou que o ex-presidente do BRB também não trouxe muitas novidades, nem avançou no ressarcimento das fraudes causadas pelo Master ao propor um acordo de delação premiada.
Na avaliação da PGR, a proposta "apresenta reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir".
BRB e Master
Paulo Henrique Costa foi afastado da presidência do BRB em novembro de 2025 e acabou preso em abril de 2026, depois de ser alvo da Operação Compliance Zero -a operação da PF (Polícia Federal) que revelou as fraudes financeiras e a teia de apoio político montada por Daniel Vorcaro.
O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança ao facilitar negócios suspeitos entre o BRB e o Master. Além disso, teria recebido ao menos seis imóveis avaliados em mais de R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro.
De acordo com as investigações da PF, o BRB teria injetado mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master. O Banco de Brasília ainda tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro em 2025.
Vorcaro volta para a Papudinha
Sem o acordo de delação premiada, Paulo Henrique Costa deve continuar preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Daniel Vorcaro também deve voltar para a Papudinha nas próximas horas. A transferência foi determinada nesta quinta-feira (25) pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), depois que a PF e a PGR rejeitaram a proposta de delação premiada do banqueiro.