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Santander (SANB11) divulga seus resultados do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (29) em meio a expectativas modestas entre analistas.
O Grupo Santander Espanha já divulgou seus números consolidados, com lucro líquido de R$ 3,6 bilhões para a operação brasileira no período, queda de 3% no trimestre e alta de 3% na comparação anual.
O balanço desta quarta marca o primeiro resultado sem Mário Leão, que renunciou ao cargo de CEO. Gilson Finkelsztain assume o comando com o desafio de elevar o ROE para 20%, conforme demanda da matriz espanhola para 2028.
A Genial Investimentos vê baixo crescimento de crédito, aumento das despesas com provisões e leve compressão da rentabilidade. A corretora calcula lucro de R$ 3,74 bilhões, alta de apenas 0,3% no trimestre e de 4% no ano, com ROE de 15,7%, queda de 0,3 ponto percentual no trimestre e de 0,7 ponto percentual no ano.
Ainda assim, a Genial acredita que o banco possa atingir um ROE próximo de 20% em algum trimestre de 2027.
"Seguimos enxergando uma trajetória gradual de recuperação da rentabilidade, ainda que mais volátil diante do cenário macroeconômico e da normalização da alíquota de imposto em 2026 e 2027", afirmam os analistas.
BofA projeta R$ 3,9 bilhões, mas cita riscos
O Bank of America está entre os mais otimistas, projetando lucro de R$ 3,9 bilhões, alta de 6% em relação ao ano anterior e de 2% frente ao trimestre anterior.
Mesmo assim, os analistas citam riscos de queda nas estimativas em razão de maiores despesas com provisões, puxadas pelo cenário macroeconômico mais fraco e por mudanças na política de baixa contábil.
Já a XP tem a projeção mais pessimista entre as casas consultadas. Para a corretora, a carteira de crédito deve crescer entre 4% e 5% na comparação anual, puxada pelos segmentos de maior renda, incluindo crédito imobiliário, cartões de crédito e financiamento de veículos, enquanto o crédito consignado permanece restrito.
"A fraca originação do INSS e os empréstimos consignados privados parecem insuficientes para compensar esse impacto negativo", destaca a XP.
As tendências da qualidade dos ativos devem continuar sob pressão, com o volume de provisões aumentando na comparação trimestral por conta das novas regras de baixa contábil, que afetam cartões de crédito e PMEs, além de alguma pressão adicional no atacado.
Do lado positivo, os analistas da XP apontam que as receitas com seguros e consórcios devem permanecer resilientes, e que a retomada da atividade nos mercados de capitais, aliada à disciplina de custos e a uma alíquota de imposto ligeiramente menor, deve oferecer suporte.
📊 Ainda assim, a corretora projeta lucro de R$ 3,3 bilhões, queda de 7,7%, com ROE de 14%, recuo de 2,4 pontos percentuais.