Até o empresário
Nelson Tanure, figura conhecida no mercado financeiro por investir em empresas em dificuldades financeiras ou recuperação judicial, já teve de deitar para o plano da
Sabesp (SBSP3) de incorporar 100% dos ativos da Empresa Metropolitana de Águas e Energia, mais conhecida como
EMAE (EMAE4).
Mais um avanço para tal finalidade foi anunciado nesta última sexta-feira (24), em que a Sabesp formalizou ao mercado sua intenção de transformar a EMAE em uma de suas subsidiárias, pagando o preço de R$ 81,83 por cada ação da EMAE em circulação na bolsa de valores.
No estudo de viabilidade da operação, a Sabesp apurou desde o levantamento das autorizações, passando por condições e processos necessários para sua implementação, até a constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca.
“A incorporação de ações pretendida tem como objetivo a simplificação e otimização da estrutura societária das companhias, consolidando as suas bases acionárias em uma única companhia e reduzindo custos operacionais”, informa a Sabesp, em comunicado.
No momento, a participação acionária da Sabesp chega a quase 80% do capital social da EMAE. Já em um passado bem recente, o fundo de investimento Phoenix Água e Energia, gerido pelo empresário Nelson Tanure, detinha 30% da EMAE.
Outra acionista relevante da EMAE era a
Axia Energia (AXIA3), com fatia de quase 40%, a qual foi abocanhada pela Sabesp ainda em janeiro de 2026.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Sabesp (SBSP3) há dez anos, hoje você teria R$ 8.925,90, já a
EMAE (EMAE4) teria entregue R$ 9.779,00, em ambos os casos já considerando o reinvestimento dos dividendos. Por sua vez, o
Ibovespa teria retornado R$ 3.678,00.