A
Positivo Tecnologia (POSI3) esclareceu ao mercado financeiro e aos acionistas que o pedido de recuperação judicial do
Grupo Casas Bahia (BAHI3) não provocará efeitos materiais sobre suas operações ou demonstrações financeiras de 2026, uma vez que a totalidade do montante a receber da varejista possui proteção integral via seguro de crédito.
O alerta entre os investidores sobre um possível efeito dominó no setor de eletrônicos foi contornado por um pronunciamento da companhia. Na avaliação da diretoria da Positivo, os valores pendentes junto à rede varejista representam uma fatia bastante modesta da sua estrutura de capitais, descartando riscos relevantes para o encerramento do exercício atual.
Em números, o montante devido pelo Grupo Casas Bahia à Positivo soma atualmente cerca de R$ 19 milhões. Essa cifra equivale a apenas 2,7% de todo o saldo líquido de contas a receber da empresa, tomando como referência a posição contábil informada no balanço do 2T26 (segundo trimestre de 2026), encerrado em 30 de junho.
Para blindar suas finanças contra o calote ou renegociação judicial de parceiros comerciais, a Positivo contratou uma apólice de seguro de crédito firmada com duas grandes seguradoras com atuação nesse segmento. Esse mecanismo garante o ressarcimento integral da quantia pendente caso os pagamentos normais sejam interrompidos pelo processo judicial da varejista.
Diante do novo cenário, a gestão da Positivo informou ter acionado imediatamente as providências administrativas e comerciais cabíveis para conter danos. Além disso, a fabricante assegura que manterá o acompanhamento constante da recuperação judicial e atualizará o mercado de capitais caso ocorram novos desdobramentos significativos.
Lembrando que a Positivo registrou lucro líquido de R$ 2,6 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma alta de 14,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda, lucro antes dos juros, chegou a R$ 85,9 milhões, crescimento de 16,4% na comparação anual.
Com isso, a margem Ebitda ficou em 9,1%, uma elevação de 0,3 ponto porcentual ante o segundo trimestre de 2025. Já a receita líquida acompanhou a trajetória positiva e somou R$ 938,7 milhões entre abril e junho de 2026, alta de 11,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.