Petróleo caro assusta VALE3 e bancos e não dá bom ao IBOV

Nem com a Petrobras (PETR4) e demais petroleiras brasileiras subindo bem, o IBOV teve vez.

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Publicado em 23/04/2026 às 18:02h Publicado em 23/04/2026 às 18:02h por Lucas Simões
Barril de petróleo acima de US$ 105 encarece custos das empresas (Imagem: Shutterstock)
Barril de petróleo acima de US$ 105 encarece custos das empresas (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa nesta quinta-feira (23) fechou aos 191.378,43 pontos, baixa de -0,78%, à medida que as ações da Vale (VALE3) e do setor bancário ficaram no vermelho, temendo a consolidação dos preços do petróleo acima dos US$ 105 por barril.
A mineradora brasileira é altamente dependente do diesel para suas atividades extrativas, logo um petróleo mais caro no mundo tende a pressionar suas margens. Tanto que seus papéis cederam -1,43%, na região dos R$ 86 cada.
O setor bancário também caiu em bloco, com destaque para Bradesco (BBDC4) recuando -2,16%. Devido ao seu peso no IBOV, a valorização de +1,35% da Petrobras (PETR4) foi ofuscada. 
Por sua vez, o dólar comercial terminou o dia valendo R$ 5,00, alta de +0,60%. Pesou na tomada de decisão dos traders de câmbio a incerteza nas negociações diplomáticas entre americanos e iranianos para o fim dos conflitos armados no Oriente Médio.

Wall Street

O famoso índice acionário S&P 500, composto pelas 500 maiores empresas dos Estados Unidos, até renovou máxima histórica aos 7.147,78 pontos nesta quinta-feira (23), mas o bom humor dos investidores globais perdeu força no fim do dia.
Quem arrastou Wall Street para o negativo hoje foi o setor de tecnologia, com gigantes desenvolvedoras de softwares apresentando resultados fracos no 1T26, casos de International Business Machines (IBM) e ServiceNow (NOW), cujas ações cederam -8,25% e -17,75%, respectivamente. 

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