Lula prevê crescimento de 3% ao fim do mandato e busca por novos mercados

O presidente disse que crises não param o avanço do Brasil e que o governo busca soluções contra as taxas impostas pelos EUA.

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Publicado em 22/07/2026 às 19:07h Publicado em 22/07/2026 às 19:07h por Matheus Silva
O presidente pediu que o Brasil não ceda ao pessimismo externo (Imagem: Shutterstock)
O presidente pediu que o Brasil não ceda ao pessimismo externo (Imagem: Shutterstock)
🚨 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22), que não há crise capaz de interromper a trajetória de crescimento da economia brasileira, reiterando que o governo busca saídas para o mais recente anúncio dos EUA de taxação de produtos brasileiros.
As declarações foram feitas durante cerimônia de lançamento da terceira etapa do Programa Brasil Soberano, de apoio a empresas afetadas pelas tarifas americanas, mesmo dia em que a nova sobretaxa de 25% sobre importações de produtos brasileiros entrou em vigor.
"Na economia, nós também provamos que quando tem uma crise, ao invés de a gente ficar chorando a crise, você precisa tentar encontrar saídas", disse Lula durante o evento.
"Nós, então, estamos demonstrando com esse Brasil Soberano 3 de que não há crise que impeça o Brasil de seguir a sua trajetória de continuar com uma economia crescendo", acrescentou.
O presidente também projetou o desempenho econômico do país ao fim de seu mandato. "Embora o crescimento do Brasil não seja aquele dos nossos sonhos, vamos terminar o mandato crescendo quase 3% nos três anos de governo, o que poucos países conseguiram", disse.

Governo busca novos mercados para compensar impacto das tarifas

Lula sinalizou que a estratégia do governo passa pela diversificação de parceiros comerciais, sem confronto direto com Washington. "Nós estamos encontrando mecanismos de negociação, estamos discutindo com muitos países para que a gente possa suprir e até ganhar mais do que aquilo que a gente estava ganhando", afirmou.
O presidente também reforçou a posição de que o Brasil não deve ceder ao pessimismo diante do cenário externo adverso. "A única coisa que não vale é a gente achar que o mundo acabou. Nós temos que procurar a saída. O Brasil é respeitado, o Brasil tem credibilidade conquistada no mercado internacional", disse.
O governo anunciou nesta tarde R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelas tarifas dos EUA, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES. 
📊 A tarifa americana de 25%, imposta com base em investigações sobre supostas práticas comerciais desleais nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, entrou em vigor nesta data.