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Petrobras (PETR4) recebeu R$ 752 milhões do governo federal nesta semana, devido a sua participação no programa que busca conter a alta dos combustíveis durante a guerra no Oriente Médio.
⛽ O governo Lula (PT) criou uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel depois que os preços do
petróleo dispararam no início do conflito, para conter o impacto da guerra no bolso do consumidor.
O subsídio vigorou durante o mês de março e agora foi pago aos produtores e importadores de diesel que aderiram ao programa. Ou seja, às empresas que repassaram o desconto ao valor final cobrado do consumidor.
Outras 5 empresas também receberam
💰 Ao todo, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) pagou R$ 815,5 milhões por essa primeira fase de subvenção ao óleo diesel.
O valor foi repassado a seis empresas que comercializaram um total de 933,8 milhões de litros de diesel subsidiado entre os dias 12 e 31 de março. A Petrobras ficou com a maior parcela dessa cifra já que é a maior fornecedora de combustíveis do país.
Além disso, vale lembrar que as grandes distribuidoras privadas de combustíveis não entraram nessa primeira fase do programa de subvenção ao diesel.
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Vibra (VBBR3), por exemplo, só entrou no programa em abril, depois que o governo elevou a subvenção para até R$ 1,52 por litro de diesel.
Impacto no balanço
💲 O valor afetou o fluxo de caixa operacional da empresa e era esperado para o final de abril. Porém, veio depois do estimado devido à demora na assinatura de convênios por parte do governo. Ao menos, a cifra foi atualizada pela
taxa Selic, chegando a R$ 752 milhões.
Na avaliação de analistas, os programas de subvenção aos combustíveis são positivos para a Petrobras. Afinal, os descontos oferecidos pela empresa são compensados pelo governo e permitiram reajustes nos preços. O único risco é mesmo o de novos atrasos nos pagamentos das subvenções, o que pode pressionar o fluxo de caixa da estatal.
Além do diesel, a gasolina e o gás de cozinha entraram na lista de combustíveis subsidiados pelo governo, que também zerou os tributos federais que incidem sobre o querosene de aviação e o biodiesel.
As medidas foram renovadas no início de junho, antes de Estados Unidos e Irã anunciarem um
acordo para acabar com a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Por isso, podem vigorar até o fim de julho.