Petrobras (PETR4) conclui acordo de individualização em Sururu e Berbigão na Bacia de Santos

A companhia foi notificada pela ANP em 30 de abril de 2026.

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Publicado em 05/05/2026 às 08:53h Publicado em 05/05/2026 às 08:53h por Elanny Vlaxio
Os campos estão em operação desde 2019  (Imagem: Shutterstock)
Os campos estão em operação desde 2019 (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) informou que concluiu os acordos de individualização da produção das jazidas compartilhadas de Sururu e Berbigão, localizadas na Bacia de Santos. A companhia foi notificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis em 30 de abril de 2026 sobre a aprovação dos termos, que passaram a valer a partir de 1º de maio.
Os campos estão em operação desde 2019 por meio do FPSO P-68, com capacidade de produção de até 150 mil barris de óleo por dia. As jazidas envolvem dois contratos, o de concessão BM-S-11A, operado pela Petrobras com 42,5% de participação em parceria com Shell (25%), TotalEnergies (22,5%) e Petrogal (10%); e o contrato de cessão onerosa, no qual a estatal brasileira detém 100% de participação.
Com a efetivação dos acordos, foram definidas as participações consolidadas nas jazidas. Em Sururu, a Petrobras passa a deter 45,394%, seguida por Shell (23,742%), TotalEnergies (21,367%) e Petrogal (9,497%). Já em Berbigão, a estatal concentra 62,913%, enquanto Shell fica com 16,125%, TotalEnergies com 14,512% e Petrogal com 6,450%.
Os acordos de individualização são aplicados quando reservatórios se estendem além das áreas originalmente contratadas, estabelecendo regras para operação conjunta e divisão da produção entre as empresas envolvidas. Em comunicado, a Petrobras também destacou que a compensação financeira referente aos custos e receitas acumulados até a entrada em vigor dos AIPs ainda será negociada entre as companhias participantes.