As taxas do
Tesouro Direto abriram em disparada nesta quinta-feira (18), com o mercado digerindo as decisões de juros da Super Quarta.
🚀 Com isso, o
Tesouro IPCA+ 2032 chegou a pagar 8,51% ao ano -a maior taxa já registrada desde o lançamento do papel, em fevereiro.
Já o retorno dos títulos prefixados atingiu 14,76% -um patamar bem superior ao do atual nível da
Selic, indicando que o mercado avalia a possibilidade de novas altas de juros no Brasil.
O que aconteceu?
🏦 O
Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (17), derrubando a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano.
A decisão era esperada pelo mercado, mas foi acompanhada de um comunicado duro, que deixou em aberto o rumo dos juros.
O Copom elevou de 3,5% para 3,7% a projeção para a inflação do quarto trimestre de 2027, piorou o balanço de riscos da inflação e avaliou que o cenário externo ainda exige cautela de mercados emergentes, apesar do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Por isso, pregou serenidade na condução da política monetária.
Na avaliação do mercado, é um discurso que pavimenta o caminho para a pausa do atual ciclo de cortes de juros. Por isso, os analistas avaliam se a Selic vai cair novamente em agosto ou ficará nos atuais 14,25%.
Já nos Estados Unidos, a possibilidade de novas altas de juros ganhou corpo. Isso porque o Fed (Federal Reserve) manteve os juros americanos oscilando entre 3,50% a 3,75% ao ano, mas apresentou projeções que indicam ao menos um ajuste das taxas neste ano.
Resultado: as taxas futuras de juros dispararam no Brasil e nos Estados Unidos na manhã desta quinta-feira (18), impulsionando o retorno da
renda fixa.
Impacto no Tesouro Direto
Diante desse cenário, o retorno do
Tesouro Selic 2031 ficou estável em Selic + 0,074% ao ano. Já as taxas dos títulos públicos indexados à
inflação e dos títulos prefixados dispararam.