📲 O JPMorgan avaliou de forma positiva o anúncio da parceria entre o
Magazine Luiza (MGLU3) e a
Amazon (AMZN), destacando o potencial para ampliar o alcance comercial da varejista e acelerar o crescimento de sua operação logística. Ainda assim, o banco mantém recomendação underweight para as ações do Magalu.
Pelo acordo, a varejista brasileira passará a disponibilizar seus produtos vendidos no modelo 1P, incluindo televisores, eletrodomésticos e itens das marcas KaBuM!, Época Cosméticos e Netshoes, na plataforma da Amazon no Brasil. As entregas ficarão a cargo da Magalog, braço logístico da companhia.
Segundo os analistas do JPMorgan, a parceria integra um novo ciclo estratégico da empresa, focado na expansão de vendas por diferentes marketplaces, no fortalecimento do negócio de logística e na conquista de novos consumidores sem abrir mão da rentabilidade.
Cerca de 75% das vendas devem chegar de clientes fora
Na avaliação do banco, o acordo deve permitir que o Magazine Luiza alcance consumidores que atualmente não frequentam suas plataformas. A companhia estima que cerca de 75% das vendas realizadas via Amazon serão destinadas a esse perfil de cliente.
Em uma segunda etapa da parceria, a expectativa é que a Magalog passe a atender também outros produtos comercializados pela Amazon, ampliando as oportunidades de crescimento da divisão logística.
Os analistas também acreditam que o acordo pode gerar impulso de curto prazo para os resultados, especialmente com a Copa do Mundo se aproximando, período de maior demanda por eletrônicos.
Amazon é maior que AliExpress
O JPMorgan lembra que o Magazine Luiza já havia firmado parceria semelhante com a AliExpress em junho de 2024, mas com impacto limitado nos resultados.
Desta vez, o banco considera que o tamanho da Amazon é significativamente maior, o que pode contribuir para fortalecer as vendas online da varejista.
Os analistas observam ainda que a Casas Bahia, uma das principais concorrentes do Magalu no segmento de bens duráveis, já mantém parceria com a Amazon desde março deste ano.
JPMorgan vê valuation esticado e crescimento fraco
Apesar da avaliação positiva sobre a operação, o banco mantém recomendação underweight para as ações da varejista.
A ação negocia a cerca de 17 vezes o lucro estimado para 2026 e seis vezes o projetado para 2027, em um cenário de crescimento online considerado fraco nos últimos trimestres e ambiente altamente competitivo no varejo.
📈 Na sessão desta segunda-feira, os papéis subiam 0,18% por volta das 15h, em linha com o Ibovespa.