Segundo informe da
B3 (B3SA3) divulgado nesta sexta-feira (24), o volume movimentado só na renda fixa bancária foi de R$ 6,3 trilhões nos seis primeiros meses de 2026, bem acima do saldo de R$ 5,6 bilhões registrado em igual período de 2025.
Nesta modalidade, o investidor é quem empresta o seu dinheiro ao banco, enquanto a instituição financeira assume o compromisso de honrar as aplicações, podendo até dispor de liquidez diária ou resgate só no vencimento. Os tipos mais comuns de
CDBs são os que pagam um
% sobre o CDI.
Já as
LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) captaram R$ 563 bilhões no primeiro semestre, queda de -4% na comparação anual, refletindo o momento desafiador dos produtores rurais, fora outras opções de o agronegócio se financiar. Por ser um título incentivado, não tem cobrança de imposto de renda (IR).
Outra classe de títulos bancários totalmente isenta de IR são as
LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), cujas aplicações em estoque somaram R$ 544 bilhões nos seis primeiros meses do ano, expansão de +20% na comparação anual. Mesmo com a taxa Selic nas alturas, o mercado imobiliário segue pujante no Brasil.
Já as
Letras Financeiras, títulos de renda fixa sem
FGC e mais voltados a investidores de alta renda, movimentaram R$ 1 trilhão no período, incremento de +19% na comparação anual. Enfim, os famosos
DIs (Depósitos Interfinanceiros), cujas taxas constroem a curva dos juros futuros, ostentaram aplicações de R$ 899 bilhões, alta de +26%.