CDBs, LCAs ou LCIs em 2026? Saiba qual renda fixa mais atrai investidores

B3 (B3SA3) divulga resultado dos estoques de renda fixa bancária durante o primeiro semestre do ano.

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Publicado em 24/07/2026 às 21:06h Publicado em 24/07/2026 às 21:06h por Lucas Simões
Investidores de renda fixa emprestaram R$ 6,3 trilhões aos bancos no período (Imagem: Shutterstock)
Investidores de renda fixa emprestaram R$ 6,3 trilhões aos bancos no período (Imagem: Shutterstock)
O Brasil tem a fama de ser o país da renda fixa, que, inclusive, vai muito além do que apenas emprestar dinheiro ao governo brasileiro no Tesouro Direto. Afinal de contas, os títulos bancários, como CDBs, LCAs e LCIs, costumam pagar mais juros compostos e ainda têm a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Segundo informe da B3 (B3SA3) divulgado nesta sexta-feira (24), o volume movimentado só na renda fixa bancária foi de R$ 6,3 trilhões nos seis primeiros meses de 2026, bem acima do saldo de R$ 5,6 bilhões registrado em igual período de 2025.
Bem mais atrativos que a caderneta de poupança, os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) angariaram R$ 2,7 trilhões dos investidores no período, alta de +8% na comparação anual.
Nesta modalidade, o investidor é quem empresta o seu dinheiro ao banco, enquanto a instituição financeira assume o compromisso de honrar as aplicações, podendo até dispor de liquidez diária ou resgate só no vencimento. Os tipos mais comuns de CDBs são os que pagam um % sobre o CDI.
Já as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) captaram R$ 563 bilhões no primeiro semestre, queda de -4% na comparação anual, refletindo o momento desafiador dos produtores rurais, fora outras opções de o agronegócio se financiar. Por ser um título incentivado, não tem cobrança de imposto de renda (IR).
Outra classe de títulos bancários totalmente isenta de IR são as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), cujas aplicações em estoque somaram R$ 544 bilhões nos seis primeiros meses do ano, expansão de +20% na comparação anual. Mesmo com a taxa Selic nas alturas, o mercado imobiliário segue pujante no Brasil. 
Já as Letras Financeiras, títulos de renda fixa sem FGC e mais voltados a investidores de alta renda, movimentaram R$ 1 trilhão no período, incremento de +19% na comparação anual. Enfim, os famosos DIs (Depósitos Interfinanceiros), cujas taxas constroem a curva dos juros futuros, ostentaram aplicações de R$ 899 bilhões, alta de +26%.