Ânima (ANIM3) compra FMU por R$ 410 mi e assume uma das maiores faculdades de SP

Firmada pela subsidiária Rede Educacional do Brasil, operação depende de aval do Cade esperado até o fim de 2026.

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Publicado em 14/07/2026 às 19:38h Publicado em 14/07/2026 às 19:38h por Matheus Silva
Atualmente, a FMU conta com cerca de 51 mil alunos (Imagem: Shutterstock)
Atualmente, a FMU conta com cerca de 51 mil alunos (Imagem: Shutterstock)
🎓 A Ânima (ANIM3) anunciou nesta terça-feira (14) a aquisição da totalidade das cotas da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), instituição em recuperação judicial, por R$ 410 milhões. 
A operação foi firmada por meio de sua subsidiária integral Rede Educacional do Brasil e ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com análise estimada para ser concluída até o fim de 2026.
O pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela, de R$ 240 milhões, será quitada à vista no fechamento da operação. 
Os R$ 170 milhões restantes serão pagos até 31 de dezembro de 2029, ou três anos após a aprovação definitiva do Cade, o que ocorrer primeiro, corrigidos pelo CDI e sujeitos a um mecanismo de earn-out atrelado ao desempenho da FMU e ao múltiplo de mercado da Ânima.

FMU tem 51 mil alunos e mais de 200 polos de EAD

Fundada há mais de 50 anos, a FMU conta com cerca de 51 mil alunos, seis campi na cidade de São Paulo e mais de 200 polos de ensino a distância espalhados pelo país. 
Nos 12 meses encerrados em março de 2026, a instituição registrou receita líquida de R$ 281,7 milhões, Ebitda ajustado de R$ 52,9 milhões e dívida líquida ajustada de R$ 150,3 milhões.

Ânima destaca desalavancagem como suporte para nova expansão

Em fato relevante, a Ânima afirmou que a aquisição fortalece sua posição estratégica no ensino superior brasileiro, ampliando o portfólio de marcas da companhia e contribuindo para o crescimento dos segmentos Core e Digital. 
A empresa destacou que o processo de desalavancagem em curso e a geração de caixa dão suporte para novas iniciativas de expansão.
O fechamento da operação está condicionado ao cumprimento das condições precedentes usuais para esse tipo de transação. 
📊 A companhia informou ainda que a aquisição não está sujeita ao regime previsto no artigo 256 da Lei das S.A., por ter sido realizada por sua subsidiária integral.