Caso Master: Ex-dono da Reag fecha delação e pode revelar paradeiro de R$ 20 bi

João Carlos Mansur teria apresentado provas e informações sobre ativos que estariam registrados em nome de terceiros no Brasil.

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Publicado em 02/09/2026 às 12:35h Publicado em 02/09/2026 às 12:35h por Wesley Santana
Fundador da Reag, João Carlos Mansur vendeu a sua participação e deixou o board da gestora (Imagem: LinkedIn/Reprodução)
Fundador da Reag, João Carlos Mansur vendeu a sua participação e deixou o board da gestora (Imagem: LinkedIn/Reprodução)

Em uma semana bastante movimentada para o caso Master, a Procuradoria-Geral da República trouxe uma novidade. O ex-fundador da Reag, João Carlos Mansur, assinou um acordo de delação premiada com a PGR. 

O empresário teria apresentado provas novas para o caso, o que estaria dentro dos requisitos para o fechamento do acordo. Com isso, ele se torna o primeiro investigado da Compliance Zero a fechar uma delação premiada.

Entre as provas apresentadas, ele disse ser capaz de dar informações sobre o eventual paradeiro de R$ 20 bilhões de Daniel Vorcaro. Segundo fontes a par das negociações, isso estaria espalhado em imóveis, direitos creditórios e outros ativos dentro do Brasil, mas registrado em nome de terceiros.

Para que o acordo avance, ele precisa ser analisado por outros órgãos, inclusive o STF (Supremo Tribunal Federal), onde o caso corre sob investigação. Caso siga adiante, todas as provas deverão ser apresentadas para que ele obtenha os benefícios da delação.

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Mansur ficou conhecido no âmbito das investigações que colocaram Vorcaro na prisão. Ele fundou a gestora que era responsável por muitos dos fundos de investimentos que eram supostamente usados em fraudes financeiras.

Antes de fundar a gestora, ele passou por outras instituições de renome. Ele foi, por exemplo, conselheiro de Orientação e Fiscalização do Palmeiras.

Apesar disso, essa não é a primeira vez que ele para nas páginas policiais. Em 2025, ele foi alvo da operação Carbono Oculto, que justamente investigava o uso de fundos de investimentos para lavar dinheiro do crime organizado.

Naquela ocasião, agentes da Polícia chegaram a ir a um dos escritórios da Reag, na Faria Lima. Nos pregões posteriores, as ações da companhia chegaram a despencar 15% na bolsa de valores.

Atualmente, a Reag não negocia mais suas ações na bolsa de valores. Em seu lugar, estão os papéis da Arandu Investimentos (ARND3), que comprou 87% do capital social da ex-empresa.

Mesmo a nova empresa passa por um mau momento, registrando um valor de mercado de R$ 70 milhões. Os papéis são negociados na casa de R$ 0,50, bem abaixo do mínimo permitido pela B3, que é de R$ 1.