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C&A Modas (CEAB3) reportou lucro ajustado (pré-IFRS) de R$ 8 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), salto de +218,7% na comparação anual, conforme resultados divulgados nesta terça-feira (5).
Porém, o lucro líquido (pós-IFRS) foi de apenas R$ 1,7 milhão no trimestre, fazendo com que a lucratividade da varejista de vestuário recuasse -59,1% ante igual período de 2025. O IFRS é um padrão internacional de contabilidade.
Apesar da variação na lucratividade, o indicador fundamentalista ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido) teve retorno de 20,9% no 1T26, considerando o acumulado nos últimos 12 meses. Houve melhora de +2,9 pontos percentuais.
"A C&A Modas iniciou 2026 com uma boa execução da transição de coleção e do reequilíbrio do mix de produtos, o que se traduziu em crescimento gradual da receita líquida de vestuário ao longo do trimestre (R$ 1,44 bilhão), alta de +6,2% na comparação anual", destaca a mensagem da administração.
Já o Ebitda ajustado pré-IFRS-16 (espécie de lucro operacional) totalizou R$ 116,3 milhões no 1T26, queda de -6,3% ante o saldo apurado há um ano. Tal desempenho reflete a desmobilização de telefonia e o encerramento da parceria da C&A Modas com o Bradescard, que limitaram a diluição de despesas operacionais.
A varejista encerrou o 1T26 com uma robusta posição de caixa, equivalente a 6,4 vezes o endividamento de curto prazo, ao reduzir sua dívida líquida de R$ 562,6 milhões no início de 2025 para o saldo devedor de R$ 142,6 milhões no início de 2026.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
C&A Modas (CEAB3) há cinco anos, hoje você teria R$ 963,40, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.562,00 nas mesmas condições.