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Vulcabras (VULC3) reportou lucro líquido de R$ 80,1 milhões no primeiro trimestre do ano (
1T26), recuo de -24,5% ante igual período de 2025, conforme resultados publicados nesta terça-feira (5). Só a margem líquida caiu 4,8 pontos percentuais para 10,3%.
Em justificativa, a
varejista de calçados alega que sua lucratividade foi afetada pelo aumento do resultado financeiro, decorrente da elevação do nível de endividamento da empresa ao longo do ano passado. Afinal de contas, a empresa focou em capital de giro, investimentos e
pagamentos de dividendos.
Operacionalmente, o Ebitda recorrente (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ficou em R$ 156,9 milhões no 1T26, crescimento de +11,8% na comparação anual.
Já a receita líquida da Vulcabras bateu em R$ 776,4 milhões neste início de 2026, alta de +10,7% na base anual, aproveitando-se de sua categoria de calçados esportivos, que cresceu +11,3% no período, graças à linha de corrida de alta performance da Olympikus.
O indicador fundamentalista ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido) anualizado atingiu taxa de 33,6% no 1T26. Embora bem superior à média de 16,80% da empresa, o indicador veio abaixo do patamar de 39,9% apurado no final de 2025.
A Vulcabras teve geração de caixa de R$ 156 milhões no 1T26, enquanto sua dívida líquida somava R$ 658,9 milhões, inclusive inferior ao saldo devedor de R$ 769,4 milhões no final de 2025.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Vulcabras (VULC3) há dez anos, hoje você teria R$ 19.653,70, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.614,30 nas mesmas condições.