Inflação na China até sobe em julho, mas fica abaixo do esperado

Inflação ao consumidor teve alta de apenas +0,9% no acumulado de 2026, enquanto a do produtor avançou +1,8%.

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Publicado em 09/08/2026 às 13:25h Publicado em 09/08/2026 às 13:25h por Lucas Simões
Queda do petróleo no mês passado ajudou a conter preços de energia na China (Imagem: Shutterstock)
Queda do petróleo no mês passado ajudou a conter preços de energia na China (Imagem: Shutterstock)
Os índices de inflação na China referentes ao mês de julho de 2026 vieram abaixo das estimativas do mercado, conforme dados publicados neste domingo (9). No caso, a segunda maior economia do mundo está com dificuldades para reaquecer suas atividades.
Só o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China teve alta de +0,5% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025, abaixo da mediana de +0,8% projetada pelo mercado. No acumulado de 2026, a inflação ao consumidor chinês somava apenas +0,9%.
Já o índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da China expandiu +3,5% em julho ante igual período do ano passado, mas ainda abaixo do consenso de +3,9% medido por especialistas. No ano, o indicador apresenta variação de +1,8%.
Conforme analistas da gestora Pinpoint Asset, o Partido Comunista Chinês ainda não obteve êxito com sua política de aumento dos gastos públicos e estímulos fiscais para reaquecer a demanda interna, o que ainda deve demorar vários meses.
A despeito das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que justamente provocaram a disparada da cotação do petróleo ao longo de 2026, os preços das commodities arrefeceram em julho, trazendo alívio principalmente ao produtor chinês, com custos de extração de petróleo e refino cedendo -11,8% e -8,4%, respectivamente. 
Para os consumidores chineses, o principal alívio veio na redução dos preços dos combustíveis, sobretudo da gasolina, cuja taxa de crescimento despencou 16 pontos percentuais. Vale destacar que a maior parte da frota de veículos nos grandes centros urbanos é eletrificada. 
Contudo, o consumo das famílias na China segue contido pela crise no mercado imobiliário e pela baixa segurança na geração de empregos. Tanto que o ETF XINA11, principal forma que os brasileiros têm para investir em empresas chinesas, acumula queda de -18,50% nos últimos cinco anos, segundo dados do Investidor10.