O início da semana foi marcado por um mercado em compasso de tensão e oportunidade. Nesta segunda-feira (20), o
Ibovespa avançava, enquanto o dólar recuava, em meio a um cenário internacional carregado de incertezas envolvendo Estados Unidos e Irã.
Mesmo nesse ambiente volátil, o mercado brasileiro encontrava algum suporte. Por volta das 12h08 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,15%, aos 196.029,53 mil pontos. No câmbio, o movimento era oposto já que o
dólar caía 0,47%, cotado a R$ 4,98.
Entre outros ativos, o
IFIX, índice que acompanha os fundos imobiliários, também operava em alta, com avanço de 0,13%, aos 3.936,28 pontos. Já no universo das criptomoedas, o tom era negativo e o
Bitcoin recuava 1,35%, enquanto o
Ethereum caía 1,98%..
Lá fora, o cenário é negativo, com:
O que mexe com o mercado
O pano de fundo é o risco de deterioração do cessar-fogo entre os dois países. O governo de Donald Trump informou a apreensão de um navio iraniano que tentava furar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, movimento que elevou o tom das tensões. Em resposta, o Irã prometeu retaliar e afirmou que não pretende participar de novas negociações de paz.
A escalada reacendeu o alerta nos mercados globais, especialmente pelo temor de interrupções no tráfego do Golfo Árabe. Com isso, o petróleo voltou a disparar no exterior, enquanto as bolsas ao redor do mundo passaram a oscilar, refletindo a cautela dos investidores diante do risco de colapso da trégua.
No cenário doméstico, o destaque ficou com o
Boletim Focus, que trouxe revisões para cima nas projeções de juros. A estimativa para a
Selic ao fim deste ano avançou de 12,50% para 13%, enquanto a previsão para 2027 passou de 10,50% para 11%.
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