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Em evento na Alemanha, o presidente Lula defendeu a produção nacional de biocombustíveis pelo Brasil. Ele aproveitou o momento para criticar o regulamento ambiental adotado pela União Europeia para esse tipo de combustível e disse que o produto brasileiro é essencial para que o bloco alcance a meta de descarbonização.
“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse. “A União Europeia está revisando o seu regulamento sobre biocombustíveis. Estão na mesa propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro”, continuou.
Os biocombustíveis são produzidos a partir de fontes renováveis e surgem como uma alternativa ao petróleo. O Brasil tem tentado se especializar neste tipo de energia limpa como forma de se oferecer como uma opção viável às empresas e aos consumidores globais.
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“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, completou o presidente.
Lula desembarcou em Berlim no último domingo (19), depois de participar de um evento na Espanha, onde criticou Trump pela guerra no Irã e anunciou uma parceria para enviar ajuda humanitária à Cuba. Na Alemanha, ele participa da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil–Alemanha.
A expectativa é que o chefe do Planalto assine pelo menos dez acordos em diversas áreas: defesa, energia, inteligência artificial, financiamento climático e outras. O potencial entre os dois países é gigantesco, já que a Alemanha é a maior economia de todo o continente europeu e tem um forte fluxo comercial com o Brasil.
Durante essa semana, também vai ser realizada a feira Hannover Messe 2026, que traz o Brasil como parceiro neste ano. São esperadas mais de 140 empresas brasileiras na feira, além de outras 300 que estarão representadas de alguma maneira.
No mesmo evento, ao lado da BE8, Lula apresentou o novo biocombustível brasileiro BeVant, que promete redução de até 99% das emissões de gases de efeito estufa. O óleo foi comparado com outras opções que já existem na Europa, como uma etapa de um desafio lançado pelo governo em ocasião da COP 30, realizada no Brasil no ano passado.
Além da redução de gases entre o tanque e a roda de caminhões, o novo combustível também apresentou uma redução superior a 60% na cadeia de produção como um todo. Todos esses resultados foram auditados pela SGS, empresa suíça de inspeção e certificação.
“Ninguém come biodiesel, ninguém come gasolina, as pessoas comem comida. E sabemos a importância de fazer com que dois setores possam se desenvolver concomitantemente. Os alemães não podem acreditar no mito dito por alguns que são contra a inovação tecnológica na área de combustível de que o combustível brasileiro atrapalha a produção de alimentos. Se alguém quiser acreditar nisso eu convido a visitar o Brasil. Temos consciência de que a maior arma do mundo é a segurança alimentar do povo”, disse o presidente.
Muitos analistas apontam que o biocombustível representa o futuro do setor energético no mundo. Por isso, diversas empresas estão apostando suas fichas para encontrar seu lugar ao sol neste segmento.
Mas o retorno financeiro não é imediato, já que esses combustíveis ainda não são usados de forma massiva. Prova disso é a Raízen (RAIZ4), que vem apostando no combustível feito a partir da cana de açúcar, mas tem passado por uma crise bastante forte, que faz com que os investidores sintam o peso no bolso.
Na semana passada, o influenciador Renato Cariani revelou que perdeu quase R$ 250 mil dos investimentos que tinha na companhia. Ele comprou milhares de ações, mas viu sua carteira ser reduzida junto com o valor de mercado da empresa na B3.
“Eu tenho investimentos em uma série de coisas e um dos que eu tenho é em ações. Eu tenho ações da Raízen”, iniciou Cariani. “A Raízen entrou em recuperação [extra] judicial depois de um prejuízo gigantesco, e os R$ 350 mil que eu tinha em ações viraram R$ 97 mil, do dia para a noite”, continuou o influenciador digital, conhecido no mundo dos esportes e da vida fitness.
Mas há outras empresas que querem explorar o setor, como a própria Petrobras (PETR4), que foca também no combustível sustentável de aviação. A companhia mantém uma subsidiária específica para a produção do material, a PBio.
Na análise da XP, o país tem tudo para crescer neste segmento, já considerando que é o segundo maior produtor de biocombustíveis no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Atualmente, são 65 usinas de biodiesel espalhadas pelo país, conforme último levantamento oficial.
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