Ibovespa cai com novo tarifaço de Trump; dólar sobe

O IFIX, principal índice do segmento, subia 0,17%, aos 3.839,80 mil pontos.

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Publicado em 16/07/2026 às 13:04h Publicado em 16/07/2026 às 13:04h por Elanny Vlaxio
O clima de cautela também se refletia nos mercados globais (Imagem: Shutterstock)
O clima de cautela também se refletia nos mercados globais (Imagem: Shutterstock)
O novo tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar os mercados nesta quinta-feira e derrubava o Ibovespa, enquanto investidores buscavam proteção no dólar
Em meio às incertezas sobre os impactos das novas tarifas para o comércio internacional e para empresas brasileiras, o principal índice da Bolsa recuava 0,79%, aos 174.611,27 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana avançava 0,52%, negociada a R$ 5,11.
Na contramão da Bolsa, o mercado de fundos imobiliários apresentava desempenho positivo. O IFIX, principal índice do segmento, subia 0,17%, aos 3.839,80 mil pontos, mostrando maior resiliência em meio ao aumento da aversão ao risco. No mercado de commodities, o petróleo registrava leve valorização de 0,10%, cotado a US$ 79,72 o barril. 
Enquanto isso, as criptomoedas também entravam no movimento de realização, com o Bitcoin (BTC) recuando 0,49% e o Ethereum (ETH) caindo 1,52%, acompanhando o aumento da cautela dos investidores diante do novo cenário internacional. 
O clima de cautela também se refletia nos mercados globais. No exterior, as bolsas operavam sem direção única, com desempenho misto entre os principais índices, à medida que investidores avaliavam os possíveis desdobramentos da nova ofensiva comercial dos Estados Unidos. Veja como operavam as bolsas lá fora:

O que mexe com o mercado

As atenções do mercado nesta quinta-feira estão voltadas para os efeitos do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O governo norte-americano confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações do Brasil, medida que entra em vigor em 22 de julho.
"A estimativa é de que a tarifa média efetiva dos EUA aos produtos exportados pelo Brasil passe a ser de quase 18%, alta de quase 6 p.p. sobre um volume que vem sendo reduzido desde 2025. Portanto o impacto é pequeno para o PIB do Brasil, o que não elimina o efeito micro mais relevante para alguns setores que ficaram de fora da lista de exceções", avaliou Mônica Araújo, Economista Chefe da InvestSmart XP.
Na Bolsa, os impactos tendem a variar de acordo com a exposição de cada empresa ao mercado norte-americano. A Embraer (EMBJ3) aparece entre as companhias mais vulneráveis às novas tarifas devido à sua relevante participação de receitas nos Estados Unidos.
Por outro lado, nem todas as empresas devem sair perdendo. A reorganização do comércio internacional pode abrir espaço para algumas companhias, como JBS (JBSS32) e Marfrig (MRBF3), que figuram entre os nomes que podem ser beneficiados nesse novo cenário.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
E as maiores baixas
  • CPLE3: -2,66%; R$ 14,62;
  • BRAV3: -2,34%; R$ 19,57;
  • CURY3: -2,26%; R$ 31,99;
  • CEAB3: -2,22%; R$ 10,11;
  • DIRR3: -2,21%; R$ 12,39.