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Hidrovias do Brasil (HBSA3) teve lucro líquido de R$ 100 milhões no segundo trimestre do ano (
2T26), avanço de praticamente +100% se comparado ao saldo de R$ 51 milhões visto em igual período de 2025.
A operadora de transporte hidroviário atribui o ganho de lucratividade principalmente ao efeito do impairment da venda da operação de Navegação Costeira em 2025, além da redução da despesa financeira e a menor carga tributária.
Só a geração de caixa ficou em R$ 402 milhões no 2T26, superior ao saldo de R$ 307 milhões na comparação anual, contando com a normalização do capital de giro após os efeitos pontuais de descasamento nos recebimentos de clientes observados no trimestre anterior.
Já a receita operacional líquida totalizou R$ 664 milhões no 2T26, ligeira queda de -4% ante igual período de 2025, justamente pela venda dos negócios de Navegação Costeira. Desconsiderando tal efeito, o indicador teria crescido +7%, diante do maior volume movimentado no Paraguai.
Todavia, os investimentos realizados pela Hidrovias do Brasil desabaram -75% no 2T26 na comparação anual, com desembolso de apenas R$ 23 milhões. Pelo menos, o endividamento da companhia encolheu.
Ao final do 2T26, a empresa somava R$ 2,1 bilhões em dívida líquida, bem inferior ao saldo devedor de R$ 3 bilhões no mesmo período de 2025, com bastante impacto do resgate antecipado da 1ª série da 2ª emissão de
debêntures executado em maio de 2026 no montante de R$ 400 milhões. O custo médio da dívida é de
113,3% do CDI, com prazo médio de 4,5 anos.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Hidrovias do Brasil (HBSA3) há cinco anos, hoje você teria R$ 617,40, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.409,00 nas mesmas condições.