O
Itaú (ITUB4) está avançando no plano de ampliar o trabalho presencial a partir de 2027.
O contrato foi anunciado na semana passada e prevê a locação das duas torres da Esther Towers, construídas pela Eztec na região da Chucri Zaidan, em São Paulo.
As torres contam com 91,4 mil metros quadrados de área locável, o suficiente para abrigar 9.600 posições de trabalho, e serão ocupadas exclusivamente pelo Itaú.
O contrato de locação é de dez anos, prorrogável por mais cinco anos, e terá início de forma escalonada, de acordo com a data de entrega de cada torre.
💲 Para a Eztec, o acordo vai gerar uma receita de locação de aproximadamente R$ 1,17 bilhão nos primeiros 10 anos, considerando os valores atuais.
De acordo com o Itaú, o aporte integra o seu plano de investimentos em infraestrutura, voltado à evolução gradual do modelo híbrido de trabalho.
"A escolha do Esther Towers levou em conta critérios operacionais, de infraestrutura e de atendimento às necessidades futuras, com foco em ambientes que favoreçam a colaboração, a troca de conhecimento e a integração entre as equipes", afirmou o banco.
O retorno aos escritórios
🏦 O Itaú vinha exigindo a presença dos colaboradores nos escritórios por apenas oito dias no mês. Porém, decidiu reforçar o trabalho presencial a partir de janeiro de 2027.
Com isso, os superintendentes do banco terão quatro dias de trabalho presencial a partir do início do próximo ano, como já acontece com os diretores. Já os outros colaboradores terão três dias de trabalho presencial por semana a partir do primeiro trimestre de 2028.
De acordo com o Itaú, o objetivo é "fortalecer a colaboração mútua, a troca de conhecimento e a agilidade nas decisões em um mercado financeiro cada vez mais dinâmico".
A mudança foi anunciada em junho de 2026, "para que as pessoas e as equipes tenham o tempo necessário para adaptar suas rotinas pessoais e familiares de forma gradual, sem sobressaltos".
À época, o Itaú disse ainda que, "mesmo com a nova atualização, o desenho estipulado para 2028 preserva o equilíbrio do formato híbrido e está em acordo com boas práticas globais".
O
Nubank (ROXO34) também reforçou o trabalho presencial em julho de 2026, mesmo diante da resistência de muitos funcionários. Para isso, o banco digital precisou investir R$ 2,5 bilhões para estabelecer escritórios em diversos locais do país.
Em São Paulo, por exemplo, o Nubank alugou a maior parte do Cyrela Oscar Freire Corporate, empresarial de alto padrão construído pela
Cyrela (CYRE4) na rua Oscar Freire, em São Paulo. Pelos cálculos do mercado, a locação agora é a segunda maior do país, atrás apenas do contrato entre Itaú e Eztec.
Já o
Bradesco (BBDC4) acabou com o regime de home office para quase 900 funcionários no início de 2026.