Os dados divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) nesta semana evidenciam que a procura dos investidores pelos
pagadores de dividendos mensais do mercado imobiliário e agronegócio foi determinante para o saldo de R$ 556,7 bilhões que as empresas captaram no mercado de capitais brasileiro (entre ativos de
renda fixa e
renda variável), alta de 5,3% na comparação anual.
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Só as emissões de
FIIs somaram R$ 70,6 bilhões em ofertas entre janeiro e setembro, alta de +114,3% na comparação anual. No terceiro trimestre, foram R$ 31,1 bilhões, o segundo maior volume trimestral da série histórica iniciada em 2012, atrás apenas do quarto trimestre de 2025.
Em contrapartida, os
CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) acumularam R$ 29,4 bilhões até setembro, queda de -14,9% na comparação anual, sendo o principal ingrediente dos FIIs de papel. Apesar da retração, somados, FIIs e
CRIs totalizaram aproximadamente R$ 100 bilhões no ano, alta de +48,2% frente a 2025.
Quanto aos
Fiagros, que tentam replicar o sucesso dos
FIIs ao aproximar o investidor ao agronegócio, o saldo captado nos nove primeiros meses do ano foi de R$ 10,2 bilhões, crescimento de +274,7% na comparação anual. O maior representante da categoria é o
Kinea Crédito Agro (KNCA11), com valor patrimonial de R$ 2,16 bilhões.