Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula, mas com condições sob sigilos

O candidato do PL concordou em abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos.

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Publicado em 21/10/2026 às 18:17h - Atualizado em 21/10/2026 às 18:18h Publicado em 21/10/2026 às 18:17h Atualizado em 21/10/2026 às 18:18h por Lucas Simões
Flávio Bolsonaro exige que Lula também amplie o alcance das quebras de sigilos (Imagem: Reprodução/Band TV)
Flávio Bolsonaro exige que Lula também amplie o alcance das quebras de sigilos (Imagem: Reprodução/Band TV)
Em meio a encontro fechado com apoiadores na Grande São Paulo, o candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) finalmente aceitou nesta quarta-feira (21) o desafio de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico lançado por seu adversário, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando ambos se enfrentaram no Debate da Band no último domingo.
“Você não tem celular, sabe quem recebe as ligações com você? O Marcola [apelido do ex-chefe de gabinete do petista]. O Lula tem o Marcola lá do lado dele. Para eu abrir as minhas contas, Lula tem que abrir o sigilo telefônico do Marcola”, disse Flávio Bolsonaro durante o evento organizado pelo governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato do PL.
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Para dar mais robustez ao aceite do desafio nesta reta final das Eleições 2026, a candidatura de Flávio Bolsonaro enviou uma petição ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), endereçada ao ministro André Mendonça, que justamente chegou à alta cúpula do Poder Judiciário por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do reclamante na causa.
Na petição apresentada no TSE, Flávio Bolsonaro condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal, incluindo até gastos com cartão corporativo, sigilos de assessores próximos (como o próprio Marcola), empresas de familiares e sócios, implicações com o Banco Master e a fraude do INSS.
Flávio Bolsonaro negou, em documento protocolado à Justiça Eleitoral, que nunca foi administrador, sócio ou sequer beneficiário da Alcazar Holdings, empresa do advogado e amigo do candidato do PL, Willer Tomaz. Todavia, investigações da Polícia Federal apontam que o candidato à Presidência da República é "usuário master" de uma conta bancária pertencente à referida empresa de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
Vale destacar que Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). O primeiro inquérito justamente investiga suspeita de lavagem de dinheiro do candidato do PL com o seu amigo e advogado Willer Tomaz. Já o segundo inquérito trata do financiamento do filme Dark Horse, em que Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, preso preventivamente no Complexo da Papuda.
Segundo a defesa do senador Flávio Bolsonaro, não há envolvimento em ilícitos de seu cliente com os fatos dos inquéritos. Os advogados também criticam a divulgação de peças sigilosas durante o período eleitoral, cuja votação do 2º turno está marcada para o próximo dia 25 de outubro.