Indiscutivelmente, o segmento de
FIIs de escritórios é um dos que mais acumula oportunidades ocultas, já que as distorções de preços causadas pela pandemia de Covid-19 ainda não foram fechadas por completo. Enquanto muitos focam apenas na região da Faria Lima, os analistas do BTG Pactual citam outros eixos corporativos mais aquecidos no mercado de alto padrão na capital paulista.
O terceiro trimestre do ano (3T26) foi marcado por um volume expressivo de entregas, com grande parte do novo estoque concentrada em um único imóvel, tanto que a taxa de vacância geral nos escritórios subiu de 12,8% para 13,8%. Daí a importância de saber onde estão as áreas com maior potencial de valorização e quais são os
fundos imobiliários mais expostos.
Acompanhe todas as notícias pelo celular!
Baixe o app
"Pinheiros foi novamente o principal destaque do trimestre, com absorção líquida de 49,7 mil metros quadrados, superando os 41 mil metros de novo estoque entregue e reduzindo a vacância para 6,1%. Já a Faria Lima apresentou deterioração pontual, com vacância de 7,4% e preço pedido de R$ 322,60 por metro quadrado, permanecendo, ainda assim, como a região mais premium da cidade", comentam os analistas Matheus Oliveira e Caio Nabuco, em relatório publicado nesta semana.
O mercado de
lajes corporativas de alto padrão em São Paulo segue em trajetória de recuperação na visão dos especialistas, embora o 3T26 tenha registrado aumento da vacância em função da nova oferta na Chácara Santo Antônio, diante da entrega da Torre Corporativa do Alto das Nações, com aproximadamente 98,9 mil metros quadrados de ABL (Área Bruta Locável) e apenas 16% da área alugada.
Só que agora a atividade construtiva está no menor patamar da série histórica, sinalizando menor pressão das novas entregas sobre a vacância nos próximos períodos. O banco cita como melhores oportunidades de escritórios aqueles situados em eixos adjacentes, como Pinheiros, Rebouças e Chucri Zaidan.
"Mantemos uma visão positiva para o segmento, apoiada pela retomada gradual do trabalho presencial, pela menor disponibilidade de grandes lajes em regiões prime e pela recuperação dos preços em eixos adjacentes, favorecendo ativos A+ bem localizados e gestores com maior capacidade comercial", conclui a dupla.
FIIs de escritórios mais presentes em Pinheiros, Rebouças e Chucri Zaidan