🛣️ A
Motiva (MOTV3), que opera sob a antiga marca CCR, encerrou o segundo trimestre de 2026 com um dos melhores desempenhos recentes da companhia, impulsionada pela incorporação de novas concessões ao portfólio e pela maturação dos ativos adquiridos nos últimos anos.
A receita líquida ajustada do período chegou a R$ 3,63 bilhões, expansão de 20,8% frente ao mesmo intervalo de 2025.
O Ebitda ajustado avançou em ritmo ainda mais acelerado, 30,1%, atingindo R$ 2,37 bilhões, e a margem correspondente saltou de 60,6% para 65,3%. O lucro líquido ajustado foi o indicador de maior crescimento, somando R$ 663 milhões, alta de 67% na comparação anual.
Minas_SP entra em operação e contribui com R$ 370 mi para o Ebitda
A empresa atribui boa parte do resultado ao início das operações da concessão Minas_SP, que abrange o trecho da rodovia Fernão Dias, e à progressiva maturação das concessões Paraná, Pantanal e Sorocabana. Somadas, as novas concessões injetaram R$ 370 milhões no Ebitda do trimestre.
No segmento rodoviário, a receita sem construção avançou 26,9%, alcançando R$ 2,54 bilhões, enquanto o Ebitda chegou a R$ 2,0 bilhões com margem de 78,7%.
O desempenho da linha de pedágio foi especialmente expressivo, com alta de 26,7%, beneficiada pelo crescimento do tráfego, pelos reajustes tarifários aplicados no período, pelos novos pórticos de cobrança eletrônica em modo free flow na RioSP e pela contribuição da nova concessão paulista-mineira.
No comparativo entre os ativos já operacionais em ambos os períodos, o tráfego cresceu 3,8%. Quando se considera o portfólio completo, incluindo as novas concessões, o volume de veículos equivalentes saltou 43,6%, reflexo direto da expansão recente do grupo.
Trilhos crescem 19,6% no Ebitda com mais passageiros
O braço de transporte sobre trilhos também contribuiu positivamente para o resultado. A Motiva transportou 192,3 milhões de passageiros no trimestre, crescimento de 1,8% sobre o 2T25.
A receita sem construção avançou 9,4%, para R$ 1,1 bilhão, e o Ebitda subiu 19,6%, chegando a R$ 696 milhões. A margem do segmento passou de 58,1% para 63,5%, sustentada pelo maior fluxo nas linhas metropolitanas de São Paulo e pelos reajustes tarifários.
O lado financeiro do balanço trouxe pressão. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 803 milhões, deterioração de 11,1% na comparação anual, decorrente de maiores despesas com juros e variações monetárias, parcialmente compensadas pelos rendimentos sobre aplicações financeiras.
A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses subiu de 3,6 para 3,7 vezes.
A companhia explica que o aumento reflete o endividamento contraído para financiar a aquisição de novos ativos, cujo impacto pleno no Ebitda ainda não foi capturado.
📊 Os investimentos do trimestre somaram R$ 1,83 bilhão, alta de 13,2%, com concentração nas concessões RioSP, Pantanal, ViaSul e Paraná.