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Equatorial (EQTL3) vai manter a distribuição de ao menos 25% do seu lucro líquido ajustado para os acionistas.
💰 A companhia havia proposto a redução do
dividendo mínimo obrigatório para apenas 1%. Porém, não conseguiu o apoio necessário para avançar com a medida.
A redução do payout foi vetada em assembleia extraordinária de acionistas realizada nessa quinta-feira (30), com um placar apertado.
O número de votos favoráveis à medida chegou a superar os de oposição, mas não alcançou o mínimo exigido pela legislação brasileira.
Por isso, a Equatorial confirmou a manutenção de um payout obrigatório de 25% em comunicado ao mercado publicado.
Na ponta do lápis
De acordo com a legislação brasileira, mudanças como a redução do dividendo obrigatório precisam ser aprovadas por quórum qualificado. Ou seja, por pelo menos metade dos votos conferidos pelas ações de uma empresa.
📊 No caso da Equatorial, seriam necessários cerca de 629,5 milhões de votos, já que a companhia conta com cerca de 1,25 bilhão de ações ordinárias, com direito a voto.
Na assembleia dessa quinta-feira (30), foram registrados 537,7 milhões de votos a favor e 428,5 milhões votos contra a medida, além de 20,1 milhões abstenções.
O número não chegou ao mínimo necessário porque nem todos os acionistas da Equatorial participaram da assembleia. O quórum foi de 78,46% do total das ações ordinárias.
Por que a Equatorial queria reduzir o payout?
A Equatorial propôs a redução do payout obrigatório em março, pouco depois de distribuir bilhões de reais em dividendos para os seus acionistas.
De acordo com a empresa, o objetivo era "ampliar a flexibilidade da administração na gestão da alavancagem, especialmente em momentos que demandem a preservação de caixa para financiar novas aquisições ou para reequilibrar a estrutura de capital de operações já realizadas".
Falando em aquisições, a Equatorial comprou 15% da
Sabesp (SBSP3) em 2024 e agora é apontada como um dos potenciais interessados na privatização da
Copasa (CSMG3).
Ao propor a medida, a Equatorial garantiu que continuaria distribuindo dividendos acima do mínimo proposto de 1% caso a alavancagem se mantivesse em níveis adequados e não surgissem novas oportunidades de investimento.
Além disso, afirmou que os acionistas que discordassem da ideia poderiam exercer o direito de retirada, mediante o reembolso do valor de suas ações, caso a proposta fosse em frente. O direito de recesso, por sua vez, não será mais aplicado, já que a medida não foi aprovada na assembleia dessa quinta-feira (30).